• Gerir uma ILPI exige mais do que técnica — demanda afeto, escuta e propósito. Neste artigo, Ana Paula Neves inaugura sua coluna na Revista Cuidar refletindo sobre os desafios emocionais e estruturais enfrentados por gestores, propondo caminhos para uma gestão mais humana e estratégica, e valorizando a troca de experiências como ferramenta de fortalecimento coletivo.

  • Na ILPI, Mariano e Luzinete se conheceram, apaixonaram-se e transformaram o espaço em um verdadeiro lar. A equipe acolheu a história com sensibilidade, promovendo bem-estar, superando preconceitos e garantindo autonomia. O romance trouxe vitalidade aos dois e inspirou outros residentes, culminando nos preparativos de um casamento que celebra o amor na maturidade.

  • Quando um idoso com demência diz que quer "ir para casa", ele pode estar expressando medo, desorientação ou desconforto. Esse comportamento é comum e pode ser intensificado ao entardecer, quando o cérebro está mais cansado. Em vez de tentar convencê-lo com argumentos lógicos, o ideal é manter a calma e acolher seus sentimentos. Algumas estratégias eficazes incluem identificar possíveis causas do desconforto (fome, sede, frio, excesso de estímulos), validar sua preocupação com frases tranquilizadoras e oferecer uma resposta concreta, como sair para um pequeno passeio. O mais importante é criar um ambiente seguro e acolhedor, lembrando que cada dia pode exigir uma abordagem diferente.

  • A saúde e segurança no trabalho em ILPI no Brasil enfrenta desafios que podem ser superados com o envolvimento ativo de toda a equipe. Profissionais relatam sobrecarga, riscos físicos e psicossociais, como dores musculoesqueléticas e estresse ocupacional. Em vez de fiscalizações punitivas, é essencial promover uma cultura de segurança e cuidado, incentivando treinamentos regulares, ergonomia e apoio emocional. Cada membro da equipe pode contribuir para transformar o ambiente de trabalho, tornando-o mais seguro e humano. Investir na proteção dos trabalhadores não só melhora suas condições, mas também a qualidade do atendimento aos idosos, promovendo bem-estar para todos.

  • A importância de comunicar o trabalho de Cuidado com autenticidade e sem medo da verdade. A pandemia reforçou a necessidade de uma nova narrativa para as ILPI, superando a indignação midiática e defendendo a centralidade do Cuidado. Os Comedores de Batata, de Van Gogh, como metáfora, destaca-se que a beleza está na autenticidade, mesmo quando a realidade é dura. O convite é contar a “verdade humana” do cotidiano, valorizar as pessoas em vez das instituições e abandonar a ilusão de que apenas reclamar mais recursos trará mudanças. Somente quando a sociedade reconhecer que investir no Cuidado é essencial, dinheiro e direitos virão. Afinal, as pessoas são fins, não meios.

  • O ano de 2020 mudou tudo. A pandemia trouxe desafios imensos globalmente. Para as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) de todo o mundo, o desafio foi ainda maior. Neste artigo, vamos falar sobre a ligação entre Brasil e Itália, pois, diante dessa crise, nasceu a Frente Nacional de Fortalecimento às ILPI (FRENTE-ILPI), uma mobilização sem precedentes que conectou milhares de profissionais, disseminou informações em tempo real e ajudou a salvar vidas.

  • A inclusão digital dos adultos idosos é essencial para promover autonomia, interação social e bem-estar emocional. A tecnologia pode reduzir a solidão, estimular o cérebro e reconectar pessoas, como no caso de Antônio, que reencontrou o filho pelo Facebook, e de uma senhora que reviveu memórias através de músicas no YouTube. Nas ILPI, essa inclusão deve ser mediada por profissionais capacitados, especialmente na área da Gerontecnologia, garantindo aprendizado seguro e eficaz. Videochamadas, redes sociais e aplicativos interativos tornam-se ferramentas valiosas para melhorar a qualidade de vida das pessoas, mostrando que nunca é tarde para aprender e se conectar com o mundo através do digital.

  • Rete Alzheimer di Milano

    A socialidade é um direito fundamental, mas muitas vezes negado às pessoas com deficiência cognitiva. O isolamento gerado pela demência pode ser reduzido com pequenas ações: eliminar barreiras físicas, acolher a doença sem vergonha, pedir apoio e valorizar cada indivíduo. Como podemos garantir esse direito na prática? Compartilhe suas experiências e ideias para uma comunidade mais inclusiva!

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