• Uma delegação brasileira esteve na Itália e viveu o MPC em primeira mão. A conclusão foi unânime: isto não existe no Brasil. Em outubro de 2026, chega pela primeira vez ao país o Meeting dos Profissionais de Cuidar — formato italiano com mais de doze anos de história, trazido com exclusividade pela Revista Cuidar. Uma experiência única. Inédita. Irrepetível.

  • Entre memórias do mundo analógico e desafios do digital, pessoas idosas em ILPIs enfrentam a (re)alfabetização tecnológica com esforço e coragem. A tecnologia aproxima, reduz a solidão e estimula a mente, mas também traz riscos, como golpes. Com apoio de cuidadores e familiares, aprender a usar telas torna-se caminho possível para manter vínculos, autonomia e confiança no cotidiano com segurança.

  • A população idosa do Brasil cresceu cerca de 72% em 15 anos, mas o país ainda trata as Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas como último recurso, e não como direito. Este artigo atravessa o colapso do cuidado: da antiga figura da filha cuidadora, que deixou de sustentar sozinha esse modelo, ao veto que manteve por anos a falta de regulamentação da profissão de cuidador. Uma provocação para gestores, famílias e para todos que também irão envelhecer.

  • A história de Azzurra revela o cotidiano de uma idosa que, ao longo da vida, enfrentou guerra, pobreza e perda de autonomia, vivendo a experiência do cuidado em uma ILPI. Um episódio simples, a falta de assinatura em um documento, desperta na equipe o desejo de Azzurra de aprender a escrever o próprio nome. Esse momento transforma a rotina e revela um cuidado mais atento à escuta, ao desejo e à dignidade da pessoa.

  • Durante décadas, as ILPI brasileiras nasceram da caridade filantrópica, sem suporte estrutural. Hoje o desafio não é excesso de cuidado clínico, mas a ausência de integração entre SUS e SUAS. Este artigo propõe transitar da lógica do "funcionar" para a do "existir", combatendo o mercantilismo e resgatando a identidade biográfica de cada residente através da linguagem, do ambiente e olhar.

  • O inverno chega com frio, ar seco e noites longas que desafiam as equipes das ILPI. Para quem vive com demência, o desconforto térmico aparece em sinais que precisam ser lidos com atenção. Neste artigo, conheça como o ambiente, a roupa, o movimento, a alimentação e o sono podem ser cuidados com inteligência e ternura nesta estação.

  • A luz não é apenas conforto visual: regula o sono, o humor e o comportamento de quem vive em uma ILPI. Este artigo apresenta a iluminação integrativa — que reúne efeitos visuais e não visuais — e mostra como ajustes de baixo custo, ao longo do dia, melhoram a qualidade de vida dos residentes e reduzem a sobrecarga da equipe de cuidado.

  • Gentileza: poderosa ferramenta de transformação nas ILPI, combate maus-tratos e promove bem-estar coletivo. Baseada em autocompaixão (autogentileza, senso de humanidade e mindfulness), fortalece laços via “conta emocional” e deposita confiança. Contagiante e em efeito dominó, torna-se norma social. A prática contínua de gestos gentis, como o “bumerangue da gentileza”, gera resiliência, reduz estresse e enriquece o cuidado, inspirando mudanças profundas.

  • Antes de entrar numa ILPI, familiares carregam medos que muitas vezes não sabem nem nomear. Medo de serem julgados, de não encontrar as palavras certas, de que o familiar não se adapte. Linda Sabbadin, assistente social italiana, mostra que essas dores atravessam oceanos. E que a melhor resposta começa sempre pelo acolhimento.

  • Após uma semana desafiadora, a Revista CUIDAR destaca a mobilização silenciosa de profissionais que defendem as ILPI e o cuidado ao idoso. Valoriza quem atua sem holofotes, reforça a importância do trabalho em rede e anuncia o Meeting Profissionais do Cuidado 2026, espaço de troca, apoio e construção coletiva para quem cuida e também precisa ser cuidado no país hoje.