Dois dias, centenas de pessoas, as cinco regiões do Brasil e a Itália no mesmo chão e com a mesma voz. Foi assim a primeira edição brasileira do MPC, trazida da Itália pela Revista Cuidar. A certeza que ficou: somos pessoas cuidando de pessoas, e há esperança. Veja como foi e venha viver a próxima, em 14 e 15 de outubro de 2027.
Caros leitores da Revista Cuidar, Estamos na reta final da organização do MPC Brasil 2026 e, por isso, nosso editorial estará totalmente dedicado ao evento nas próximas semanas. As publicações regulares retornam a partir de 10 de outubro. Enquanto isso, convidamos você a (re)descobrir os mais de 180 artigos já publicados em nosso acervo, ou a acompanhar de perto, pelo nosso Instagram, os bastidores desse grande encontro de profissionais do cuidado no Brasil. E, já que é tempo de pausa, é também tempo de contar como essa história começou.
O ambiente exerce papel fundamental na adaptação à vida em uma ILPI, pois está ligado à identidade, segurança e sentimento de pertencimento da pessoa. A mudança de casa pode ser difícil para idosos com demência. Personalizar espaços, respeitar escolhas, preservar referências afetivas e promover ambientes acolhedores pode favorecer a construção de uma relação com o lugar e melhorar a qualidade de vida.
"Cuidamos dos idosos." Soa bem, é tranquilizador... mas é verdade? Existe uma diferença entre atender uma pessoa e cuidar dela, e não é linguística: é ontológica. No artigo de hoje mostramos como um gesto pequeno, sem custar nada a mais, transforma uma tarefa em encontro, e traz um exercício para aplicar hoje, no seu plantão. "Atender mantém a vida. Cuidar faz existir."
Uma ILPI é um corpo vivo: o gestor é o coração, a enfermagem é o cérebro, os cuidadores são os pulmões que sustentam a vida em silêncio, às três da manhã. Da psicologia à gerontologia, cada profissional vira um órgão insubstituível, do mais visível ao mais esquecido, e o texto pergunta: que órgão da sua equipe está pedindo mais atenção?
As ILPIs já fazem parte da realidade brasileira, mas o debate sobre elas ainda é raso. Cinco questões atravessam este artigo: a invisibilidade de gênero e identidade, o paradoxo de ser residência com complexidade clínica, a ciência por trás do cuidado, o direito de continuar sendo quem se é, e um Brasil que envelhece mais rápido do que se prepara.
Quantas vezes pedimos aos profissionais que deixem seus problemas na porta da ILPI? Neste artigo, descubra por que isso é impossível e por que reconhecer emoções pode transformar o cuidado. Entre neurociência, autocompaixão e segurança psicológica, reflita sobre como a humanidade, quando reconhecida e assumida com responsabilidade, deixa de ser uma fragilidade e se transforma em força para cuidar melhor.
Existe um cuidado que nunca vira notícia: o de quem acompanha alguém até o último suspiro numa ILPI. Este artigo fala sobre os gestos pequenos que sustentam a dignidade no fim da vida, o peso invisível de quem cuida, e por que pedir ajuda é rigor técnico. No MPC Brasil, o workshop "Ajude-me a Morrer Bem" abre justamente esse espaço.
Você já ouviu, ou disse, que "sempre foi assim"? Essa frase é o maior obstáculo à qualidade do cuidado nas ILPI. Por trás de cada queixa recorrente, seja rotatividade, quedas ou um residente rotulado como difícil, existe um projeto esperando para nascer. Descubra por que o bom é inimigo do excelente e como pequenas mudanças de método devolvem sentido e dignidade ao cuidado.
Entre memórias do mundo analógico e desafios do digital, pessoas idosas em ILPIs enfrentam a (re)alfabetização tecnológica com esforço e coragem. A tecnologia aproxima, reduz a solidão e estimula a mente, mas também traz riscos, como golpes. Com apoio de cuidadores e familiares, aprender a usar telas torna-se caminho possível para manter vínculos, autonomia e confiança no cotidiano com segurança.


