"Cuidamos dos idosos." Soa bem, é tranquilizador... mas é verdade? Existe uma diferença entre atender uma pessoa e cuidar dela, e não é linguística: é ontológica. No artigo de hoje mostramos como um gesto pequeno, sem custar nada a mais, transforma uma tarefa em encontro, e traz um exercício para aplicar hoje, no seu plantão. "Atender mantém a vida. Cuidar faz existir."
Uma ILPI é um corpo vivo: o gestor é o coração, a enfermagem é o cérebro, os cuidadores são os pulmões que sustentam a vida em silêncio, às três da manhã. Da psicologia à gerontologia, cada profissional vira um órgão insubstituível, do mais visível ao mais esquecido, e o texto pergunta: que órgão da sua equipe está pedindo mais atenção?
As ILPIs já fazem parte da realidade brasileira, mas o debate sobre elas ainda é raso. Cinco questões atravessam este artigo: a invisibilidade de gênero e identidade, o paradoxo de ser residência com complexidade clínica, a ciência por trás do cuidado, o direito de continuar sendo quem se é, e um Brasil que envelhece mais rápido do que se prepara.
Quantas vezes pedimos aos profissionais que deixem seus problemas na porta da ILPI? Neste artigo, descubra por que isso é impossível e por que reconhecer emoções pode transformar o cuidado. Entre neurociência, autocompaixão e segurança psicológica, reflita sobre como a humanidade, quando reconhecida e assumida com responsabilidade, deixa de ser uma fragilidade e se transforma em força para cuidar melhor.
Existe um cuidado que nunca vira notícia: o de quem acompanha alguém até o último suspiro numa ILPI. Este artigo fala sobre os gestos pequenos que sustentam a dignidade no fim da vida, o peso invisível de quem cuida, e por que pedir ajuda é rigor técnico. No MPC Brasil, o workshop "Ajude-me a Morrer Bem" abre justamente esse espaço.
Você já ouviu, ou disse, que "sempre foi assim"? Essa frase é o maior obstáculo à qualidade do cuidado nas ILPI. Por trás de cada queixa recorrente, seja rotatividade, quedas ou um residente rotulado como difícil, existe um projeto esperando para nascer. Descubra por que o bom é inimigo do excelente e como pequenas mudanças de método devolvem sentido e dignidade ao cuidado.
Uma delegação brasileira esteve na Itália e viveu o MPC em primeira mão. A conclusão foi unânime: isto não existe no Brasil. Em outubro de 2026, chega pela primeira vez ao país o Meeting dos Profissionais de Cuidar — formato italiano com mais de doze anos de história, trazido com exclusividade pela Revista Cuidar. Uma experiência única. Inédita. Irrepetível.
Entre memórias do mundo analógico e desafios do digital, pessoas idosas em ILPIs enfrentam a (re)alfabetização tecnológica com esforço e coragem. A tecnologia aproxima, reduz a solidão e estimula a mente, mas também traz riscos, como golpes. Com apoio de cuidadores e familiares, aprender a usar telas torna-se caminho possível para manter vínculos, autonomia e confiança no cotidiano com segurança.
A população idosa do Brasil cresceu cerca de 72% em 15 anos, mas o país ainda trata as Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas como último recurso, e não como direito. Este artigo atravessa o colapso do cuidado: da antiga figura da filha cuidadora, que deixou de sustentar sozinha esse modelo, ao veto que manteve por anos a falta de regulamentação da profissão de cuidador. Uma provocação para gestores, famílias e para todos que também irão envelhecer.
A história de Azzurra revela o cotidiano de uma idosa que, ao longo da vida, enfrentou guerra, pobreza e perda de autonomia, vivendo a experiência do cuidado em uma ILPI. Um episódio simples, a falta de assinatura em um documento, desperta na equipe o desejo de Azzurra de aprender a escrever o próprio nome. Esse momento transforma a rotina e revela um cuidado mais atento à escuta, ao desejo e à dignidade da pessoa.


