A delegação brasileira de profissionais de ILPI realizou imersão na Fondazione Vismara, Itália, conhecendo um modelo de cuidado centrado na pessoa em larga escala. Destaques incluem os “Núcleos” para humanização, abordagem não farmacológica para Alzheimer e projeto gastronômico para disfagia. A experiência reforça que organização, inovação e respeito à dignidade são pilares da excelência assistencial internacional.
Em Soresina, na Lombardia, uma delegação brasileira de especialistas em envelhecimento participou de um intercâmbio técnico e humano na RSA Zucchi Falcina, do Grupo Gheron. O encontro fortaleceu pontes entre Brasil e Itália, promovendo troca de práticas em cuidado, gestão, humanização e gerontologia, reafirmando o valor da cooperação internacional na qualificação das ILPI e do cuidado à pessoa idosa.
A gestão sanitária em ILPI vai além da fiscalização, integrando conformidade, direitos do idoso e segurança jurídica. Fundamentada na RDC 502/2021, exige infraestrutura adequada, documentação completa, RT designado, dimensionamento correto de pessoal, prontuários detalhados e monitoramento de eventos. A cultura de compliance garante excelência no cuidado, prevenção de riscos, respeito à dignidade do idoso e proteção legal da instituição e profissionais.
Quando uma pessoa idosa cai na ILPI, a pergunta não deveria ser “de quem é a culpa?”. Quedas revelam algo maior: falhas no sistema de cuidado. Entre medo, contenções e rotinas rígidas, as ILPI enfrentam um dilema essencial — proteger ou limitar a vida? Talvez seja hora de parar de procurar culpados e começar a entender o que a queda está tentando nos mostrar.
O excesso de medicamentos não é apenas um número, é um risco vital. Entre a cascata iatrogênica e os efeitos colaterais ocultos, a segurança das pessoas idosas exige vigilância máxima. Este artigo revela como a reconciliação terapêutica e a união da equipe multidisciplinar podem salvar vidas, transformando o "balde de remédios" em cuidado de excelência e precisão.
O texto propõe superar o “cuidado centrado na pessoa” e adotar o cuidado guiado pela pessoa em ILPI, redistribuindo poder e decisões, inclusive com pessoas que convivem com a demência. Defende escuta, observação e decisão compartilhada, mostrando que autonomia reduz resistências, melhora o clima da equipe e fortalece a dignidade e a confiança no cuidado.
O artigo propõe quatro verdades práticas para qualificar o cuidado em ILPI sem custo: uso consciente das luvas e das mãos; dignidade como ações diárias concretas; valorização da identidade além do diagnóstico; e o impacto do ambiente físico no comportamento. Pequenos gestos intencionais, atenção aos detalhes e presença transformam rotinas automáticas em cuidado humano, significativo e seguro nas ILPI brasileiras.
Este editorial afirma que a precariedade das ILPI não decorre de má gestão, mas do subfinanciamento crônico das políticas de cuidado no Brasil. Defende o reconhecimento das ILPI como equipamentos híbridos, a responsabilização do Estado e a mobilização coletiva de gestores, profissionais e sociedade civil por financiamento adequado, políticas públicas efetivas e garantia constitucional de dignidade às pessoas idosas.
O futuro das ILPI está ameaçado por propostas que ignoram evidências e tentam separar saúde e assistência. Em um país que envelhece rapidamente, retirar cuidado qualificado significa condenar milhares de idosos à negligência. É urgente unir o setor, exigir financiamento público e defender equipes preparadas. O cuidado integral não é opcional: é dignidade para todos os idosos em nosso país.
Gerir instituições de cuidado exige mais que apagar incêndios diários. Descubra como transformar imprevisibilidade em vantagem competitiva, por que a linguagem molda resultados e como estrutura, processo e resultado criam excelência sustentável. A gestão profissional não compete com a missão social - ela a concretiza


