"Cuidamos dos idosos." Soa bem, é tranquilizador... mas é verdade? Existe uma diferença entre atender uma pessoa e cuidar dela, e não é linguística: é ontológica. No artigo de hoje mostramos como um gesto pequeno, sem custar nada a mais, transforma uma tarefa em encontro, e traz um exercício para aplicar hoje, no seu plantão. "Atender mantém a vida. Cuidar faz existir."
Uma ILPI é um corpo vivo: o gestor é o coração, a enfermagem é o cérebro, os cuidadores são os pulmões que sustentam a vida em silêncio, às três da manhã. Da psicologia à gerontologia, cada profissional vira um órgão insubstituível, do mais visível ao mais esquecido, e o texto pergunta: que órgão da sua equipe está pedindo mais atenção?
As ILPIs já fazem parte da realidade brasileira, mas o debate sobre elas ainda é raso. Cinco questões atravessam este artigo: a invisibilidade de gênero e identidade, o paradoxo de ser residência com complexidade clínica, a ciência por trás do cuidado, o direito de continuar sendo quem se é, e um Brasil que envelhece mais rápido do que se prepara.
Quantas vezes pedimos aos profissionais que deixem seus problemas na porta da ILPI? Neste artigo, descubra por que isso é impossível e por que reconhecer emoções pode transformar o cuidado. Entre neurociência, autocompaixão e segurança psicológica, reflita sobre como a humanidade, quando reconhecida e assumida com responsabilidade, deixa de ser uma fragilidade e se transforma em força para cuidar melhor.
Muito além de identificar profissionais, o uniforme pode influenciar a organização, a segurança, a comunicação e a experiência de quem vive nas ILPIs. Quando pensado de forma integrada, considerando residentes, trabalhadores e o caráter residencial da instituição, ele pode se tornar parte da estratégia de cuidado. Afinal, em uma ILPI, cada detalhe comunica valores, acolhimento, respeito e compromisso com o cuidado.
Você já ouviu, ou disse, que "sempre foi assim"? Essa frase é o maior obstáculo à qualidade do cuidado nas ILPI. Por trás de cada queixa recorrente, seja rotatividade, quedas ou um residente rotulado como difícil, existe um projeto esperando para nascer. Descubra por que o bom é inimigo do excelente e como pequenas mudanças de método devolvem sentido e dignidade ao cuidado.
No Lar Residencial Bem Viver, em São Caetano do Sul, o cuidado de qualidade nasce da cooperação entre profissionais. Enfermagem, cuidadoras, fisioterapeutas, nutricionista, médica e diretoria formam uma rede onde cada função é essencial. Neste artigo, a instituição compartilha como a integração multiprofissional se traduz em dignidade e segurança no dia a dia.
Durante décadas, as ILPI brasileiras nasceram da caridade filantrópica, sem suporte estrutural. Hoje o desafio não é excesso de cuidado clínico, mas a ausência de integração entre SUS e SUAS. Este artigo propõe transitar da lógica do "funcionar" para a do "existir", combatendo o mercantilismo e resgatando a identidade biográfica de cada residente através da linguagem, do ambiente e olhar.
O PL 411 pode redefinir o futuro do cuidado de longa duração no Brasil. O risco não está em integrar saúde e assistência, mas em transformar moradia em hospital sem garantir equipes, financiamento e dignidade. Cuidar não é vigiar, nem baratear a velhice. O desafio é fortalecer as ILPIs como lares, protegendo direitos, autonomia e qualidade de vida.
A contenção física e farmacológica é, antes de tudo, o retrato de uma derrota organizacional - e a descontenção é hoje o primeiro grande projeto de regeneração possível para as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A partir do modelo italiano Sente-Mente®, este artigo propõe um caminho que parte de uma decisão ética da liderança, mede sem culpa, questiona os mitos da contenção e transforma o cuidado em gesto concreto de liberdade e dignidade.


