O luto antecipatório na demência é a dor de perder alguém que ainda está vivo. Para o cônjuge, não é apenas a memória que desaparece, mas também os papéis, os sonhos e o reconhecimento. Entre presença e ausência, resta uma casa vazia e um amor sem espelho — um adeus silencioso que começa muito antes da despedida final.
Muitas pessoas se perguntam se as pessoas idosas sentem a morte. Elisa Mencacci, psicóloga e tanatóloga, busca responder a essa pergunta ajudando-nos a ir ainda mais fundo, até o lugar onde reside a necessidade da pessoa de poder se expressar e de se sentir acolhida com autenticidade.
Cuidar de pessoas idosas em ILPI é cuidar de histórias marcadas por afetos, perdas e vínculos que seguem vivos. Comunicar uma morte nesse contexto exige sensibilidade, empatia e respeito à singularidade de cada um. Este artigo, escrito pela psicóloga e tanatologista Silvana Lavechia, convida profissionais das ILPI a refletirem, com o coração atento, sobre a delicadeza do luto e a importância de acolher, escutar e preservar a dignidade até o fim.
Por que é importante voltar a olhar para o que aconteceu em março-abril de 2020 nas ILPI Italianas? Graças ao trabalho de reconstrução histórica realizado pelo Prof. Costanzo Ranci, podemos compreender o que os acontecimentos daquele período dentro das ILPI nos ensinam hoje. O leitor brasileiro poderá refletir sobre o que puderam evitar ao se unirem para as tomadas de decisões.
Envelhecer em uma ILPI é conviver com a presença constante da morte. Este artigo convida à reflexão sobre como a despedida, embora dolorosa, pode ser uma experiência de conexão, acolhimento e crescimento. Falar sobre a morte, compartilhar o luto e realizar últimos desejos tornam a partida mais serena para quem vai e para quem fica.


