Neste domingo, 25 de outubro, o Brasil volta às urnas, e quem mora em uma ILPI também tem direito de votar. Mas, para muitos residentes, o maior obstáculo é o caminho até a seção. O artigo mostra o que dizem as pesquisas sobre a vida nas ILPI, explica o transporte gratuito do programa Seu Voto Importa, lembra os direitos do eleitor idoso e conta como funciona na Itália, onde a mesa eleitoral vai até a instituição. Lá, Erminia votou assim aos 105 anos.
Como dar banho a uma pessoa com demência sem transformar o cuidado em uma batalha? Entenda os desafios cognitivos e emocionais do momento do banho e aprenda estratégias práticas para reduzir o medo, a agressividade e o estresse — preservando a dignidade e a segurança da pessoa idosa e dos cuidadores. Leitura essencial para quem cuida!
O(a) psicólogo(a) na ILPI atua como guardião(ã) de histórias, ouvindo e interpretando narrativas de residentes e familiares. Facilita a adaptação com acolhimento empático, colabora com equipe multidisciplinar, transforma saber tácito em ferramentas de cuidado diário e supervisiona casos clínicos. Atua em crises, promovendo escuta ativa e diálogo, fortalecendo vínculos e personalizando intervenções para promover bem-estar e integração no contexto institucional.
Existe um cuidado que nunca vira notícia: o de quem acompanha alguém até o último suspiro numa ILPI. Este artigo fala sobre os gestos pequenos que sustentam a dignidade no fim da vida, o peso invisível de quem cuida, e por que pedir ajuda é rigor técnico. No MPC Brasil, o workshop "Ajude-me a Morrer Bem" abre justamente esse espaço.
Entre memórias do mundo analógico e desafios do digital, pessoas idosas em ILPIs enfrentam a (re)alfabetização tecnológica com esforço e coragem. A tecnologia aproxima, reduz a solidão e estimula a mente, mas também traz riscos, como golpes. Com apoio de cuidadores e familiares, aprender a usar telas torna-se caminho possível para manter vínculos, autonomia e confiança no cotidiano com segurança.
Por que algumas famílias continuam voltando à instituição mesmo depois que a pessoa idosa já morreu? Uma reportagem da Rivista Cura (Itália) conta a história do projeto Radici, que trata famílias como parte da comunidade de cuidado, não como simples visitantes na ILPI. O texto propõe uma pergunta complementar: que lugar estamos construindo para quem vai continuar amando a gente depois que partirmos?
A história de Azzurra revela o cotidiano de uma idosa que, ao longo da vida, enfrentou guerra, pobreza e perda de autonomia, vivendo a experiência do cuidado em uma ILPI. Um episódio simples, a falta de assinatura em um documento, desperta na equipe o desejo de Azzurra de aprender a escrever o próprio nome. Esse momento transforma a rotina e revela um cuidado mais atento à escuta, ao desejo e à dignidade da pessoa.
A contenção física e farmacológica é, antes de tudo, o retrato de uma derrota organizacional - e a descontenção é hoje o primeiro grande projeto de regeneração possível para as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A partir do modelo italiano Sente-Mente®, este artigo propõe um caminho que parte de uma decisão ética da liderança, mede sem culpa, questiona os mitos da contenção e transforma o cuidado em gesto concreto de liberdade e dignidade.
Na Lapa, moradores pressionaram a prefeitura para retirar 40 ILPI do bairro. Um vizinho filmou o carro funerário de um homem de 94 anos e disse: "mais um defunto." Não houve denúncia de maus-tratos. Houve incômodo com a velhice. Esse episódio revela algo que precisamos encarar: o Brasil ainda não aprendeu a conviver com o envelhecimento. E isso tem um nome.
Neste artigo, Eliane Kreisler, em reflexão com Aline Salla, destaca que o propósito permanece presente na vida de pessoas idosas em ILPI mesmo diante da fragilidade ou demência. Pequenos gestos, vínculos afetivos e cuidados humanizados sustentam dignidade, pertencimento e sentido de vida, mostrando que envelhecer com cuidado também é continuar sendo visto, ouvido e valorizado.


