• O texto aborda os três tempos gregos dentro da ILPI: Chronos, marcado pela rotina institucional; Kairós, vivido nas experiências subjetivas, como visitas e vínculos de cuidado; e Aion, o tempo eterno das memórias e afetos que permanecem. Defende-se flexibilizar o Chronos, valorizar o Kairós e cultivar o Aion, investindo o tempo com sabedoria, presença e amor.

  • Este artigo mostra como a Educação Física pode transformar o cuidado de idosos em grau III de dependência. Por meio de exercícios adaptados, música, jogos e interação com cuidadores e familiares, o movimento se torna terapêutico e humano. Mais que atividade física, é acolhimento, dignidade e esperança, revelando que qualidade de vida é sempre possível.

  • O trabalho em ILPI envolve altos níveis de estresse, desgaste emocional e risco de burnout. Fatores estruturais, emocionais e individuais exigem atenção. A inteligência emocional e a agilidade emocional ajudam a transformar emoções em ferramentas construtivas. Práticas de resiliência, gentileza, escuta ativa e autocompaixão reduzem a fadiga por compaixão, fortalecem equipes e melhoram o cuidado, promovendo ambientes mais humanos e sustentáveis.

  • Quem deve ser o RT em uma ILPI: enfermeiro, médico ou assistente social? A resposta não é simples. Não existe regra única: depende do perfil da instituição e das necessidades dos residentes. O RT garante legalidade, qualidade e segurança, coordenando protocolos, equipe e cuidados, sendo peça-chave para famílias, gestores e fiscalização sanitária.

  • A qualidade do cuidado em ILPI no Brasil envolve equilibrar expectativas de familiares, bem-estar das pessoas idosas e valorização dos colaboradores. Inspirada na filosofia da qualidade total, exige gestão participativa, comunicação e motivação. O desafio está em alinhar qualidade percebida e esperada, buscando excelência como harmonia sustentável entre usuários, profissionais, gestores e recursos disponíveis.

  • A animação social em ILPI vai além de cuidados básicos: promove expressão, vínculos e protagonismo dos idosos. Inspirada no conceito italiano de “colocar a alma em ação”, valoriza memórias, talentos e autonomia. No Brasil, terapeutas e cuidadores atuam nesse campo, transformando rotinas em experiências significativas, fortalecendo autoestima, vínculos e dignidade na velhice.

  • ILPI não é hospital é moradia e pertencimento. Mas atenção: essa verdade vem sendo distorcida para cortar equipes de saúde e reduzir responsabilidades. ILPI é equipamento sociossanitário, integra cuidado em saúde e apoio social. Confundir papéis não justifica negligência. Exija equipes qualificadas e respeito às normas. A qualidade do cuidado é inegociável.

  • Profissionais de ILPI vivem a pressão do cuidado diário e muitas vezes negligenciam a si mesmos. Inspirados por Alexandre Kalache, este editorial mostra que o autocuidado é essencial para preservar energia, reduzir estresse e fortalecer vínculos. Pausas, rodas de conversa e apoio da liderança tornam o cuidado mais humano e eficaz. Cuidar de quem cuida é essencial para humanizar e sustentar o envelhecimento ativo.

  • A inserção de pessoas idosas em ILPI exige sensibilidade para preservar vínculos familiares. Os assistentes sociais atuam mediando relações, acolhendo famílias e fortalecendo laços. A rotina institucional pode afetar visitas, mas espaços acolhedores e inclusão de crianças ajudam a romper estigmas. Com cuidado e diálogo, a ILPI torna-se um lugar de vida, afeto e recomeço.

  • Você já olhou nos olhos de quem cuida nas ILPI? Cuidar vai além da técnica: é entrega de coração e alma. Mas quem cuida também sente, também cansa, também precisa ser visto. Por trás de cada uniforme, há uma história, uma pessoa inteira, com sonhos e dores. Hoje, faça o gesto mais simples: olhe nos olhos, diga ‘obrigado(a)’ de verdade. Porque a qualidade do cuidado começa quando a gente vê quem cuida como quem também importa.