"Cuidamos dos idosos." Soa bem, é tranquilizador... mas é verdade? Existe uma diferença entre atender uma pessoa e cuidar dela, e não é linguística: é ontológica. No artigo de hoje mostramos como um gesto pequeno, sem custar nada a mais, transforma uma tarefa em encontro, e traz um exercício para aplicar hoje, no seu plantão. "Atender mantém a vida. Cuidar faz existir."
No Espaço GerArte Gilmar Calixto, dentro do 14º Congresso Sul-Brasileiro de Geriatria e Gerontologia e da 35ª Jornada Paranaense de Geriatria e Gerontologia, pessoas idosas foram protagonistas como artistas, autoras e intérpretes. Telas, poesias e fotografias nascidas dentro de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) dividiram palcos, exposições e corredores com apresentações de dança e música, revelando que a arte fortalece autonomia, memória e pertencimento ao longo da velhice.
Uma ILPI é um corpo vivo: o gestor é o coração, a enfermagem é o cérebro, os cuidadores são os pulmões que sustentam a vida em silêncio, às três da manhã. Da psicologia à gerontologia, cada profissional vira um órgão insubstituível, do mais visível ao mais esquecido, e o texto pergunta: que órgão da sua equipe está pedindo mais atenção?
As ILPIs já fazem parte da realidade brasileira, mas o debate sobre elas ainda é raso. Cinco questões atravessam este artigo: a invisibilidade de gênero e identidade, o paradoxo de ser residência com complexidade clínica, a ciência por trás do cuidado, o direito de continuar sendo quem se é, e um Brasil que envelhece mais rápido do que se prepara.
Quantas vezes pedimos aos profissionais que deixem seus problemas na porta da ILPI? Neste artigo, descubra por que isso é impossível e por que reconhecer emoções pode transformar o cuidado. Entre neurociência, autocompaixão e segurança psicológica, reflita sobre como a humanidade, quando reconhecida e assumida com responsabilidade, deixa de ser uma fragilidade e se transforma em força para cuidar melhor.
Muito além de identificar profissionais, o uniforme pode influenciar a organização, a segurança, a comunicação e a experiência de quem vive nas ILPIs. Quando pensado de forma integrada, considerando residentes, trabalhadores e o caráter residencial da instituição, ele pode se tornar parte da estratégia de cuidado. Afinal, em uma ILPI, cada detalhe comunica valores, acolhimento, respeito e compromisso com o cuidado.
Existe um cuidado que nunca vira notícia: o de quem acompanha alguém até o último suspiro numa ILPI. Este artigo fala sobre os gestos pequenos que sustentam a dignidade no fim da vida, o peso invisível de quem cuida, e por que pedir ajuda é rigor técnico. No MPC Brasil, o workshop "Ajude-me a Morrer Bem" abre justamente esse espaço.
Você já ouviu, ou disse, que "sempre foi assim"? Essa frase é o maior obstáculo à qualidade do cuidado nas ILPI. Por trás de cada queixa recorrente, seja rotatividade, quedas ou um residente rotulado como difícil, existe um projeto esperando para nascer. Descubra por que o bom é inimigo do excelente e como pequenas mudanças de método devolvem sentido e dignidade ao cuidado.
No Lar Residencial Bem Viver, em São Caetano do Sul, o cuidado de qualidade nasce da cooperação entre profissionais. Enfermagem, cuidadoras, fisioterapeutas, nutricionista, médica e diretoria formam uma rede onde cada função é essencial. Neste artigo, a instituição compartilha como a integração multiprofissional se traduz em dignidade e segurança no dia a dia.
Uma delegação brasileira esteve na Itália e viveu o MPC em primeira mão. A conclusão foi unânime: isto não existe no Brasil. Em outubro de 2026, chega pela primeira vez ao país o Meeting dos Profissionais de Cuidar — formato italiano com mais de doze anos de história, trazido com exclusividade pela Revista Cuidar. Uma experiência única. Inédita. Irrepetível.


