Neste artigo, Eliane Kreisler, em reflexão com Aline Salla, destaca que o propósito permanece presente na vida de pessoas idosas em ILPI mesmo diante da fragilidade ou demência. Pequenos gestos, vínculos afetivos e cuidados humanizados sustentam dignidade, pertencimento e sentido de vida, mostrando que envelhecer com cuidado também é continuar sendo visto, ouvido e valorizado.
Na rotina silenciosa das ILPI, o risco não é apenas o envelhecimento —é parar. Em Goiás, a experiência da ABAS mostra como a fisioterapia vai além da reabilitação: preserva autonomia, previne quedas e devolve sentido ao movimento. Entre desafios estruturais e histórias reais, um cuidado essencial se revela — manter o corpo ativo é manter a identidade viva.
Neste sensível relato de Francesca Poletti, uma médica compartilha os dilemas de cuidar da própria mãe, revelando as tensões entre segurança técnica e dignidade. Através de três perspectivas — família, equipe e gestão —, o artigo reflete sobre a recusa à higiene em contextos complexos. Uma lição sobre como empatia, paciência e o olhar relacional transformam o cotidiano.
Em ILPI, comportamentos desafiadores não são “problemas”, mas pedidos de socorro. Este artigo propõe uma virada essencial: enxergar gritos, agressividade e agitação como linguagem. Ao investigar ambiente, dor e autonomia, equipes reduzem conflitos e humanizam o cuidado. Menos contenção, mais compreensão — um caminho prático para transformar rotinas, preservar dignidade e aliviar o desgaste dos profissionais.
Neste artigo, a médica Ana Claudia Quintana Arantes nos convida a olhar além dos protocolos para enxergar a pessoa. A Lei nº 15.378/2026 é o ponto de partida para um cuidado que abraça a autonomia e a história de cada pessoa idosa, inclusive nas ILPI. Um texto sensível que apoia gestores e equipes na missão de transformar rotinas em encontros de profunda dignidade.
Quando uma pessoa idosa com demência diz que quer "ir para casa", ele pode estar expressando medo, desorientação ou desconforto. Esse comportamento é comum e pode ser intensificado ao entardecer, quando o cérebro está mais cansado. Em vez de tentar convencê-lo com argumentos lógicos, o ideal é manter a calma e acolher seus sentimentos. Algumas estratégias eficazes incluem identificar possíveis causas do desconforto (fome, sede, frio, excesso de estímulos), validar sua preocupação com frases tranquilizadoras e oferecer uma resposta concreta, como sair para um pequeno passeio. O mais importante é criar um ambiente seguro e acolhedor, lembrando que cada dia pode exigir uma abordagem diferente.
O luto antecipatório na demência é a dor de perder alguém que ainda está vivo. Para o cônjuge, não é apenas a memória que desaparece, mas também os papéis, os sonhos e o reconhecimento. Entre presença e ausência, resta uma casa vazia e um amor sem espelho — um adeus silencioso que começa muito antes da despedida final.
O excesso de medicamentos não é apenas um número, é um risco vital. Entre a cascata iatrogênica e os efeitos colaterais ocultos, a segurança das pessoas idosas exige vigilância máxima. Este artigo revela como a reconciliação terapêutica e a união da equipe multidisciplinar podem salvar vidas, transformando o "balde de remédios" em cuidado de excelência e precisão.
A incontinência urinária nas ILPI exige cuidado técnico aliado à empatia, respeito e dignidade. Acolhimento, comunicação sensível, observação de sinais não verbais e rotinas de banheiro previnem constrangimentos. Preservar privacidade, garantir higiene adequada, hidratação equilibrada e uso correto de fraldas melhora o conforto, a autoestima e a qualidade de vida das pessoas idosas.
Alimentar corretamente uma pessoa idosa é um gesto que exige atenção, delicadeza e competências práticas. Neste artigo, a doutora Angela Di Giaimo, enfermeira e formadora na área sociossanitária, nos oferece alguns conselhos práticos e sugestões relacionais para transformar o momento da refeição em uma experiência segura, digna e rica em valor afetivo.


