Um chamado humano aos profissionais das ILPI que sustentam o cuidado cotidiano. O texto rompe com o discurso vazio da “força infinita” e revela o esgotamento silencioso de quem cuida. Defende a resiliência como sobrevivência, propõe micropráticas possíveis no caos e afirma: respirar primeiro não é egoísmo, é condição para continuar cuidando.
Para sair da lógica da contenção, precisamos libertar nossas próprias amarras internas. “Para evitar a contenção farmacológica, devemos ‘desconter’ o nosso potencial.” A liderança tem um papel essencial: nutrir, e não adoecer, sua equipe. “Você não é um juiz, mas um treinador.” Porque “é difícil ter os residentes no coração sem ter a própria equipe no coração.” Este artigo fala da dignidade de quem cuida: de ser visto, ouvido e apoiado. “As coisas existem porque você as faz acontecer.”
Debater a ILPI apenas como negócio sem analisar as informações existentes relacionadas aos residentes e compreender suas vidas é negligenciá-los. Este artigo, ancorado em evidências brasileiras, discute por que saúde e assistência precisam caminhar juntas; por que a capacitação e a transparência são imperativos éticos e técnicos; e por que a sociedade deve cobrar resultados mensuráveis das instituições de longa permanência.


