Quando uma pessoa idosa com demência diz que quer "ir para casa", ele pode estar expressando medo, desorientação ou desconforto. Esse comportamento é comum e pode ser intensificado ao entardecer, quando o cérebro está mais cansado. Em vez de tentar convencê-lo com argumentos lógicos, o ideal é manter a calma e acolher seus sentimentos. Algumas estratégias eficazes incluem identificar possíveis causas do desconforto (fome, sede, frio, excesso de estímulos), validar sua preocupação com frases tranquilizadoras e oferecer uma resposta concreta, como sair para um pequeno passeio. O mais importante é criar um ambiente seguro e acolhedor, lembrando que cada dia pode exigir uma abordagem diferente.
Neste Dia Internacional das Mulheres, celebramos as histórias das mulheres que vivem nas ILPI e a dedicação das profissionais que sustentam o cuidado diariamente. Valorizar essas mulheres é reconhecer trajetórias, dignidade e compromisso com o envelhecimento digno. Mais do que homenagens, é preciso respeito, visibilidade e apoio ao cuidado. Afinal, cuidar de quem envelhece é cuidar da sociedade que queremos construir. 🌷
No bairro do Canindé, em São Paulo, a ILPI Canindé, administrada pela CROPH, acolhe pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social. Em fevereiro de 2026, a equipe da Revista Cuidar visitou a instituição e encontrou mais que um serviço público: viu a persistência cotidiana do cuidado, expressa em rotinas organizadas, vínculos afetivos e uma equipe acolhedora e comprometida.
Diante da revolução da longevidade, como nos ensina o Professor Alexandre Kalache, as ILPI são o espelho da nossa humanidade. Ser anti-idadista é mais que rejeitar preconceitos: é garantir dignidade, autonomia e cidadania plena a cada pessoa idosa. Cuidar sem infantilizar, escutar sem silenciar, agir com coragem ética. O futuro que queremos começa no respeito que praticamos hoje.
O artigo discute como a linguagem, as palavras moldam a percepção sobre as pessoas idosas e instituições de cuidado, analisando um caso de um jornal italiano. Destaca o impacto de termos depreciativos como “fugir” e “asilo” na visão pública, defendendo uma comunicação mais respeitosa e inclusiva para valorizar a dignidade das pessoas idosas e das instituições que os acolhem.
O luto antecipatório na demência é a dor de perder alguém que ainda está vivo. Para o cônjuge, não é apenas a memória que desaparece, mas também os papéis, os sonhos e o reconhecimento. Entre presença e ausência, resta uma casa vazia e um amor sem espelho — um adeus silencioso que começa muito antes da despedida final.
O excesso de medicamentos não é apenas um número, é um risco vital. Entre a cascata iatrogênica e os efeitos colaterais ocultos, a segurança das pessoas idosas exige vigilância máxima. Este artigo revela como a reconciliação terapêutica e a união da equipe multidisciplinar podem salvar vidas, transformando o "balde de remédios" em cuidado de excelência e precisão.
O texto propõe superar o “cuidado centrado na pessoa” e adotar o cuidado guiado pela pessoa em ILPI, redistribuindo poder e decisões, inclusive com pessoas que convivem com a demência. Defende escuta, observação e decisão compartilhada, mostrando que autonomia reduz resistências, melhora o clima da equipe e fortalece a dignidade e a confiança no cuidado.
Algo extraordinário está prestes a acontecer no Brasil. Pela primeira vez, profissionais do CUIDAR em ILPI terão um espaço onde não existem palcos ou hierarquias. Onde sua voz importa tanto quanto qualquer outra. Onde você, finalmente, será visto como pessoa. Dias 1-2 de outubro de 2026: o MPC Brasil chega para transformar tudo. Você está pronto?
O Brasil envelhece e pessoas autistas também chegam à velhice, muitas vezes sem diagnóstico e sem acolhimento adequado. Dados recentes estimam mais de 300 mil idosos autistas no país. Diante da escassez de pesquisas e da realidade nas ILPI, torna-se urgente construir práticas de cuidado informadas, sensíveis e humanizadas.


