O luto antecipatório na demência é a dor de perder alguém que ainda está vivo. Para o cônjuge, não é apenas a memória que desaparece, mas também os papéis, os sonhos e o reconhecimento. Entre presença e ausência, resta uma casa vazia e um amor sem espelho — um adeus silencioso que começa muito antes da despedida final.
Muitas pessoas se perguntam se as pessoas idosas sentem a morte. Elisa Mencacci, psicóloga e tanatóloga, busca responder a essa pergunta ajudando-nos a ir ainda mais fundo, até o lugar onde reside a necessidade da pessoa de poder se expressar e de se sentir acolhida com autenticidade.
A alienação parental não atinge apenas crianças. Pessoas idosas em ILPI também são alvos de manipulação e isolamento familiar, frequentemente por interesses patrimoniais. A advogada Carolina Braz Gomes analisa este fenômeno silencioso, seus desafios jurídicos e apresenta ferramentas práticas para profissionais identificarem e agirem na proteção desses direitos fundamentais.
Cuidar de pessoas idosas em ILPI é cuidar de histórias marcadas por afetos, perdas e vínculos que seguem vivos. Comunicar uma morte nesse contexto exige sensibilidade, empatia e respeito à singularidade de cada um. Este artigo, escrito pela psicóloga e tanatologista Silvana Lavechia, convida profissionais das ILPI a refletirem, com o coração atento, sobre a delicadeza do luto e a importância de acolher, escutar e preservar a dignidade até o fim.
Como transformar o banho de quem vive com demência em um momento de cuidado e não de obrigação? É preciso mesmo insistir quando há resistência? Como respeitar a intimidade, reduzir o desconforto e ainda preservar a dignidade? Descubra como pequenos gestos e atenção às preferências podem transformar a higiene em conexão e serenidade.
Debater a ILPI apenas como negócio sem analisar as informações existentes relacionadas aos residentes e compreender suas vidas é negligenciá-los. Este artigo, ancorado em evidências brasileiras, discute por que saúde e assistência precisam caminhar juntas; por que a capacitação e a transparência são imperativos éticos e técnicos; e por que a sociedade deve cobrar resultados mensuráveis das instituições de longa permanência.
A inserção de pessoas idosas em ILPI exige sensibilidade para preservar vínculos familiares. Os assistentes sociais atuam mediando relações, acolhendo famílias e fortalecendo laços. A rotina institucional pode afetar visitas, mas espaços acolhedores e inclusão de crianças ajudam a romper estigmas. Com cuidado e diálogo, a ILPI torna-se um lugar de vida, afeto e recomeço.
Este artigo discute a importância da comunicação entre Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) e os familiares dos residentes, com base na experiência da Casa dos Pobres São Francisco de Assis, em Caruaru PE. Argumenta-se que a comunicação é um elo essencial para garantir vínculos afetivos, confiança mútua e cuidado humanizado. São mobilizadas reflexões de filósofos e especialistas da área da saúde e envelhecimento, como Mário Sérgio Cortella, Cecília Minayo, Anita Liberalesso Néri, Leonardo Boff e Paulo Freire.
Como se preparar para comprar (ou vender) um cuidado? Neste artigo, Nivia Pires Collavitti reflete sobre os estigmas que envolvem as ILPI, o tabu da finitude e a importância do acolhimento profissional. Com sensibilidade e experiência, propõe uma nova ética do cuidado, mais consciente e humana, centrada na dignidade da pessoa idosa e na educação sociofamiliar.
Quando a demência atinge os avós, surgem desafios não só para os adultos, mas também para as crianças. Este artigo orienta como explicar a demência de forma sensível e clara, especialmente durante visitas às ILPI, fortalecendo o vínculo afetivo entre gerações e promovendo empatia, respeito e acolhimento nos momentos em família.


