• Este artigo discute a importância da comunicação entre Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) e os familiares dos residentes, com base na experiência da Casa dos Pobres São Francisco de Assis, em Caruaru PE. Argumenta-se que a comunicação é um elo essencial para garantir vínculos afetivos, confiança mútua e cuidado humanizado. São mobilizadas reflexões de filósofos e especialistas da área da saúde e envelhecimento, como Mário Sérgio Cortella, Cecília Minayo, Anita Liberalesso Néri, Leonardo Boff e Paulo Freire.

  • Como se preparar para comprar (ou vender) um cuidado? Neste artigo, Nivia Pires Collavitti reflete sobre os estigmas que envolvem as ILPI, o tabu da finitude e a importância do acolhimento profissional. Com sensibilidade e experiência, propõe uma nova ética do cuidado, mais consciente e humana, centrada na dignidade da pessoa idosa e na educação sociofamiliar.

  • Quando a demência atinge os avós, surgem desafios não só para os adultos, mas também para as crianças. Este artigo orienta como explicar a demência de forma sensível e clara, especialmente durante visitas às ILPI, fortalecendo o vínculo afetivo entre gerações e promovendo empatia, respeito e acolhimento nos momentos em família.

  • Quando a casa deixa de ser segura? Em um diálogo sensível e esclarecedor, Ana Paula Neves e o geriatra Dr. Virgílio Garcia compartilham sinais de alerta, enfrentam a culpa familiar e mostram como planejar, com dignidade, a transição para uma ILPI. Um guia afetivo e prático para famílias que vivem o dilema entre permanecer em casa ou mudar para cuidar melhor.

  • Comum em quadros neurológicos e demenciais, a agnosia desafia cuidadores, profissionais das ILPI e familiares. A pessoa idosa perde a capacidade de reconhecer o mundo ao redor, gerando medo, frustração e risco. Compreender esse distúrbio invisível é o primeiro passo para um cuidado mais seguro, respeitoso e acolhedor.

  • O artigo aborda a gestão ética, técnica e humana em ILPI, destacando a importância da formação contínua dos gestores, da transparência com famílias e do cuidado qualificado às pessoas idosas. Com metáforas náuticas, defende que cada instituição é um navio cuja travessia só é segura com liderança capacitada, equipe valorizada e compromisso com a dignidade no envelhecer.

  • Entrada em ILPI é estresse profundo, marcando divisor de águas para idosos e famílias. Profissionais devem acolher além de rótulos, reconhecendo separação e desafios emocionais. Competências incluem gestão de limites, supervisão e comunicação clara e eficaz. A instituição precisa de processos transparentes, regras compartilhadas e apoio humano, criando ambiente confiável que facilita adaptação gradual, acolhimento recíproco e reduz conflitos familiares.

  • Linda é assistente social e recebe, todos os dias, idosos e suas famílias em sua ILPI. Há algum tempo, ela vem observando um fenômeno recorrente: muitos filhos cuidadores familiares tendem, involuntariamente, a se referir a si mesmos como “pais” de seus entes queridos. Por trás dessas palavras, existe um universo de significados e sentimentos que nem sempre percebemos. É nesse universo que a autora nos guia, em busca de uma compreensão mais profunda sobre o cuidador familiar.

  • Em meio aos desafios do envelhecimento, a filha narra a luta ao cuidar de sua mãe, que sofreu um mal súbito e enfrentou intensas dificuldades, desde a recusa de ajuda até a escolha entre cuidado domiciliar e ILPI. Apesar da dor, a experiência evidenciou a importância do amor familiar, do apoio e da gratidão pelos momentos compartilhados.