ILPI não é hospital é moradia e pertencimento. Mas atenção: essa verdade vem sendo distorcida para cortar equipes de saúde e reduzir responsabilidades. ILPI é equipamento sociossanitário, integra cuidado em saúde e apoio social. Confundir papéis não justifica negligência. Exija equipes qualificadas e respeito às normas. A qualidade do cuidado é inegociável.
Profissionais de ILPI vivem a pressão do cuidado diário e muitas vezes negligenciam a si mesmos. Inspirados por Alexandre Kalache, este editorial mostra que o autocuidado é essencial para preservar energia, reduzir estresse e fortalecer vínculos. Pausas, rodas de conversa e apoio da liderança tornam o cuidado mais humano e eficaz. Cuidar de quem cuida é essencial para humanizar e sustentar o envelhecimento ativo.
A inserção de pessoas idosas em ILPI exige sensibilidade para preservar vínculos familiares. Os assistentes sociais atuam mediando relações, acolhendo famílias e fortalecendo laços. A rotina institucional pode afetar visitas, mas espaços acolhedores e inclusão de crianças ajudam a romper estigmas. Com cuidado e diálogo, a ILPI torna-se um lugar de vida, afeto e recomeço.
Você já olhou nos olhos de quem cuida nas ILPI? Cuidar vai além da técnica: é entrega de coração e alma. Mas quem cuida também sente, também cansa, também precisa ser visto. Por trás de cada uniforme, há uma história, uma pessoa inteira, com sonhos e dores. Hoje, faça o gesto mais simples: olhe nos olhos, diga ‘obrigado(a)’ de verdade. Porque a qualidade do cuidado começa quando a gente vê quem cuida como quem também importa.
Este artigo discute a importância da comunicação entre Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) e os familiares dos residentes, com base na experiência da Casa dos Pobres São Francisco de Assis, em Caruaru PE. Argumenta-se que a comunicação é um elo essencial para garantir vínculos afetivos, confiança mútua e cuidado humanizado. São mobilizadas reflexões de filósofos e especialistas da área da saúde e envelhecimento, como Mário Sérgio Cortella, Cecília Minayo, Anita Liberalesso Néri, Leonardo Boff e Paulo Freire.
Como se preparar para comprar (ou vender) um cuidado? Neste artigo, Nivia Pires Collavitti reflete sobre os estigmas que envolvem as ILPI, o tabu da finitude e a importância do acolhimento profissional. Com sensibilidade e experiência, propõe uma nova ética do cuidado, mais consciente e humana, centrada na dignidade da pessoa idosa e na educação sociofamiliar.
ILPI não é hospital, nem abrigo: é casa, é vida, é direito. Este artigo convoca todos os profissionais, que atuam nas ILPI, famílias, pessoas idosas e pesquisadores a romperem com modelos obsoletos e enfrentarem a mercantilização da velhice. É hora de valorizar as ILPI que atuam com ética, profissionalismo e humanidade - e, juntos, combater a lógica do lucro que desumaniza o cuidado. Cuidar exige formação, presença e dignidade. É tempo de transformar todas as instituições em lares, com afeto, liberdade e respeito. Porque envelhecer com cuidado é urgente. Se não nós, quem?
Quando a demência atinge os avós, surgem desafios não só para os adultos, mas também para as crianças. Este artigo orienta como explicar a demência de forma sensível e clara, especialmente durante visitas às ILPI, fortalecendo o vínculo afetivo entre gerações e promovendo empatia, respeito e acolhimento nos momentos em família.
Quando a casa deixa de ser segura? Em um diálogo sensível e esclarecedor, Ana Paula Neves e o geriatra Dr. Virgílio Garcia compartilham sinais de alerta, enfrentam a culpa familiar e mostram como planejar, com dignidade, a transição para uma ILPI. Um guia afetivo e prático para famílias que vivem o dilema entre permanecer em casa ou mudar para cuidar melhor.
Você já imaginou o que acontece durante a madrugada em uma ILPI? Neste relato sensível, a gestora Mariana Mota Tessarolo compartilha uma noite inesquecível, marcada por escuta, presença e um raro momento de lucidez em meio à demência. Uma história real que revela a força silenciosa dos profissionais noturnos e a beleza do cuidado que nunca dorme.


