• Por que algumas famílias continuam voltando à instituição mesmo depois que a pessoa idosa já morreu? Uma reportagem da Rivista Cura (Itália) conta a história do projeto Radici, que trata famílias como parte da comunidade de cuidado, não como simples visitantes na ILPI. O texto propõe uma pergunta complementar: que lugar estamos construindo para quem vai continuar amando a gente depois que partirmos?

  • A história de Azzurra revela o cotidiano de uma idosa que, ao longo da vida, enfrentou guerra, pobreza e perda de autonomia, vivendo a experiência do cuidado em uma ILPI. Um episódio simples, a falta de assinatura em um documento, desperta na equipe o desejo de Azzurra de aprender a escrever o próprio nome. Esse momento transforma a rotina e revela um cuidado mais atento à escuta, ao desejo e à dignidade da pessoa.

  • São seis da manhã. Ceiça, 81 anos, pensa na mãe que partiu há quarenta anos. Em cada ILPI do Brasil, o Dia das Mães desperta memórias que doem e aquecem ao mesmo tempo. A neurociência explica. As histórias comprovam. E as cuidadoras — que chegam antes de todos — sustentam esse amor com as próprias mãos.

  • O luto antecipatório na demência é a dor de perder alguém que ainda está vivo. Para o cônjuge, não é apenas a memória que desaparece, mas também os papéis, os sonhos e o reconhecimento. Entre presença e ausência, resta uma casa vazia e um amor sem espelho — um adeus silencioso que começa muito antes da despedida final.

  • Reflexão sobre o cuidado nas ILPI, afirmando que cuidar é preservar identidade, autonomia e dignidade. Questiona a naturalização da contenção física e farmacológica e seus impactos sobre idosos, famílias e profissionais. Destaca que comportamentos são formas de comunicação e que escolhas éticas, escuta sensível e pequenos gestos podem transformar instituições em espaços de vida, vínculo, respeito e humanidade cotidiana verdadeira.

  • Um chamado humano aos profissionais das ILPI que sustentam o cuidado cotidiano. O texto rompe com o discurso vazio da “força infinita” e revela o esgotamento silencioso de quem cuida. Defende a resiliência como sobrevivência, propõe micropráticas possíveis no caos e afirma: respirar primeiro não é egoísmo, é condição para continuar cuidando.

  • Muitas pessoas se perguntam se as pessoas idosas sentem a morte. Elisa Mencacci, psicóloga e tanatóloga, busca responder a essa pergunta ajudando-nos a ir ainda mais fundo, até o lugar onde reside a necessidade da pessoa de poder se expressar e de se sentir acolhida com autenticidade.

  • O artigo destaca o poder terapêutico do olhar na relação de cuidado. Mais que gesto técnico, o olhar reconhece a pessoa, cria confiança, reduz o estresse e ativa emoções positivas por meio da ocitocina. Convida profissionais a desenvolverem um olhar consciente, capaz de acolher, conectar e transformar, inclusive começando com o próprio autocuidado diante do espelho.

  • Nascida de uma conexão profunda entre Brasil e Itália, a Revista Cuidar surge como um projeto pioneiro que ressignifica o cuidado em ILPI. Inspirada por histórias espelhadas e guiada por propósito, a revista coloca a cultura do cuidado em círculo, unindo profissionais, famílias e sociedade para reconstruir a imagem das ILPIs como espaços de vida, dignidade e escolhas positivas. Artigo inspirado na entrevista com o renomado canal: O que rola na geronto.

  • O Natal nas ILPI deve respeitar a individualidade de cada residente, valorizando memórias, desejos e tradições. Evita-se a infantilização, promovendo experiências sensoriais, momentos de gratidão, gentileza e conexão. Música, aromas, decoração e pequenos rituais tornam o dia especial. Incluem-se celebrações religiosas diversas, trocas de presentes e convivência familiar, sempre com atenção ao bem-estar e à autonomia emocional.