O artigo analisa a importância do posicionamento digital ético das ILPI no Brasil, destacando oportunidades, desafios e riscos das redes sociais. Discute linguagem, estigmas, engajamento, papel das famílias e responsabilidade institucional, defendendo a comunicação digital como extensão do cuidado, da dignidade e da valorização da pessoa idosa.
Um chamado humano aos profissionais das ILPI que sustentam o cuidado cotidiano. O texto rompe com o discurso vazio da “força infinita” e revela o esgotamento silencioso de quem cuida. Defende a resiliência como sobrevivência, propõe micropráticas possíveis no caos e afirma: respirar primeiro não é egoísmo, é condição para continuar cuidando.
Muitas pessoas se perguntam se as pessoas idosas sentem a morte. Elisa Mencacci, psicóloga e tanatóloga, busca responder a essa pergunta ajudando-nos a ir ainda mais fundo, até o lugar onde reside a necessidade da pessoa de poder se expressar e de se sentir acolhida com autenticidade.
Este editorial afirma que a precariedade das ILPI não decorre de má gestão, mas do subfinanciamento crônico das políticas de cuidado no Brasil. Defende o reconhecimento das ILPI como equipamentos híbridos, a responsabilização do Estado e a mobilização coletiva de gestores, profissionais e sociedade civil por financiamento adequado, políticas públicas efetivas e garantia constitucional de dignidade às pessoas idosas.
O futuro das ILPI está ameaçado por propostas que ignoram evidências e tentam separar saúde e assistência. Em um país que envelhece rapidamente, retirar cuidado qualificado significa condenar milhares de idosos à negligência. É urgente unir o setor, exigir financiamento público e defender equipes preparadas. O cuidado integral não é opcional: é dignidade para todos os idosos em nosso país.
Nascida de uma conexão profunda entre Brasil e Itália, a Revista Cuidar surge como um projeto pioneiro que ressignifica o cuidado em ILPI. Inspirada por histórias espelhadas e guiada por propósito, a revista coloca a cultura do cuidado em círculo, unindo profissionais, famílias e sociedade para reconstruir a imagem das ILPIs como espaços de vida, dignidade e escolhas positivas. Artigo inspirado na entrevista com o renomado canal: O que rola na geronto.
A alienação parental não atinge apenas crianças. Pessoas idosas em ILPI também são alvos de manipulação e isolamento familiar, frequentemente por interesses patrimoniais. A advogada Carolina Braz Gomes analisa este fenômeno silencioso, seus desafios jurídicos e apresenta ferramentas práticas para profissionais identificarem e agirem na proteção desses direitos fundamentais.
O Novembro Azul reforça que a saúde do homem vai além do câncer de próstata. Doenças cardiovasculares são a principal causa de óbitos masculinos. Exercícios físicos, alimentação balanceada, acompanhamento médico regular e cuidados com a saúde mental são essenciais. Nas ILPI, equipes multidisciplinares devem promover ambientes acolhedores que incentivem residentes homens a expressarem suas necessidades e receberem atenção preventiva integral.
As palavras que usamos diariamente nas ILPI constroem ou destroem dignidade. Termos como "institucionalizado", "hóspede" e "demente" despersonalizam, transformam pessoas em rótulos e perpetuam estigmas. A neurociência comprova: a linguagem não apenas descreve a realidade - ela a cria. Mudar nossa comunicação é o primeiro passo para revolucionar a cultura do cuidado e honrar a humanidade de cada morador.
Cuidar de pessoas idosas em ILPI é cuidar de histórias marcadas por afetos, perdas e vínculos que seguem vivos. Comunicar uma morte nesse contexto exige sensibilidade, empatia e respeito à singularidade de cada um. Este artigo, escrito pela psicóloga e tanatologista Silvana Lavechia, convida profissionais das ILPI a refletirem, com o coração atento, sobre a delicadeza do luto e a importância de acolher, escutar e preservar a dignidade até o fim.


