O artigo revela a consciência e os medos de quem vive com demência, estimulando a escuta ativa de suas narrativas. Propõe reflexões sobre o uso de contenções — tratando-as como último recurso — e enfatiza comunicação emocional, envolvimento do residente e planejamento conjunto. Aponta ações para uma cultura livre de contenções e apresenta os Núcleos Alzheimer como modelo de cuidado humanizado, seguro e centrado na pessoa.
As ILPIs já fazem parte da realidade brasileira, mas o debate sobre elas ainda é raso. Cinco questões atravessam este artigo: a invisibilidade de gênero e identidade, o paradoxo de ser residência com complexidade clínica, a ciência por trás do cuidado, o direito de continuar sendo quem se é, e um Brasil que envelhece mais rápido do que se prepara.
Durante décadas, as ILPI brasileiras nasceram da caridade filantrópica, sem suporte estrutural. Hoje o desafio não é excesso de cuidado clínico, mas a ausência de integração entre SUS e SUAS. Este artigo propõe transitar da lógica do "funcionar" para a do "existir", combatendo o mercantilismo e resgatando a identidade biográfica de cada residente através da linguagem, do ambiente e olhar.
O PL 411 pode redefinir o futuro do cuidado de longa duração no Brasil. O risco não está em integrar saúde e assistência, mas em transformar moradia em hospital sem garantir equipes, financiamento e dignidade. Cuidar não é vigiar, nem baratear a velhice. O desafio é fortalecer as ILPIs como lares, protegendo direitos, autonomia e qualidade de vida.
A contenção física e farmacológica é, antes de tudo, o retrato de uma derrota organizacional - e a descontenção é hoje o primeiro grande projeto de regeneração possível para as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A partir do modelo italiano Sente-Mente®, este artigo propõe um caminho que parte de uma decisão ética da liderança, mede sem culpa, questiona os mitos da contenção e transforma o cuidado em gesto concreto de liberdade e dignidade.
Na Lapa, moradores pressionaram a prefeitura para retirar 40 ILPI do bairro. Um vizinho filmou o carro funerário de um homem de 94 anos e disse: "mais um defunto." Não houve denúncia de maus-tratos. Houve incômodo com a velhice. Esse episódio revela algo que precisamos encarar: o Brasil ainda não aprendeu a conviver com o envelhecimento. E isso tem um nome.
Neste artigo, Eliane Kreisler, em reflexão com Aline Salla, destaca que o propósito permanece presente na vida de pessoas idosas em ILPI mesmo diante da fragilidade ou demência. Pequenos gestos, vínculos afetivos e cuidados humanizados sustentam dignidade, pertencimento e sentido de vida, mostrando que envelhecer com cuidado também é continuar sendo visto, ouvido e valorizado.
Neste sensível relato de Francesca Poletti, uma médica compartilha os dilemas de cuidar da própria mãe, revelando as tensões entre segurança técnica e dignidade. Através de três perspectivas — família, equipe e gestão —, o artigo reflete sobre a recusa à higiene em contextos complexos. Uma lição sobre como empatia, paciência e o olhar relacional transformam o cotidiano.
Em ILPI, comportamentos desafiadores não são “problemas”, mas pedidos de socorro. Este artigo propõe uma virada essencial: enxergar gritos, agressividade e agitação como linguagem. Ao investigar ambiente, dor e autonomia, equipes reduzem conflitos e humanizam o cuidado. Menos contenção, mais compreensão — um caminho prático para transformar rotinas, preservar dignidade e aliviar o desgaste dos profissionais.
Neste artigo, a médica Ana Claudia Quintana Arantes nos convida a olhar além dos protocolos para enxergar a pessoa. A Lei nº 15.378/2026 é o ponto de partida para um cuidado que abraça a autonomia e a história de cada pessoa idosa, inclusive nas ILPI. Um texto sensível que apoia gestores e equipes na missão de transformar rotinas em encontros de profunda dignidade.


