Neste artigo, a médica Ana Claudia Quintana Arantes nos convida a olhar além dos protocolos para enxergar a pessoa. A Lei nº 15.378/2026 é o ponto de partida para um cuidado que abraça a autonomia e a história de cada pessoa idosa, inclusive nas ILPI. Um texto sensível que apoia gestores e equipes na missão de transformar rotinas em encontros de profunda dignidade.
Por que fazer formação depois do turno? Este artigo convida profissionais de ILPI a refletirem sobre o verdadeiro sentido da formação: não como obrigação ou acúmulo de conteúdo, mas como espaço de pausa, compreensão e fortalecimento do cuidado. Em um cotidiano exigente, formar-se é também uma forma de preservar o sentido do trabalho e a própria saúde emocional.
Quando uma pessoa idosa com demência diz que quer "ir para casa", ele pode estar expressando medo, desorientação ou desconforto. Esse comportamento é comum e pode ser intensificado ao entardecer, quando o cérebro está mais cansado. Em vez de tentar convencê-lo com argumentos lógicos, o ideal é manter a calma e acolher seus sentimentos. Algumas estratégias eficazes incluem identificar possíveis causas do desconforto (fome, sede, frio, excesso de estímulos), validar sua preocupação com frases tranquilizadoras e oferecer uma resposta concreta, como sair para um pequeno passeio. O mais importante é criar um ambiente seguro e acolhedor, lembrando que cada dia pode exigir uma abordagem diferente.
Neste Dia Internacional das Mulheres, celebramos as histórias das mulheres que vivem nas ILPI e a dedicação das profissionais que sustentam o cuidado diariamente. Valorizar essas mulheres é reconhecer trajetórias, dignidade e compromisso com o envelhecimento digno. Mais do que homenagens, é preciso respeito, visibilidade e apoio ao cuidado. Afinal, cuidar de quem envelhece é cuidar da sociedade que queremos construir. 🌷
No bairro do Canindé, em São Paulo, a ILPI Canindé, administrada pela CROPH, acolhe pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social. Em fevereiro de 2026, a equipe da Revista Cuidar visitou a instituição e encontrou mais que um serviço público: viu a persistência cotidiana do cuidado, expressa em rotinas organizadas, vínculos afetivos e uma equipe acolhedora e comprometida.
Diante da revolução da longevidade, como nos ensina o Professor Alexandre Kalache, as ILPI são o espelho da nossa humanidade. Ser anti-idadista é mais que rejeitar preconceitos: é garantir dignidade, autonomia e cidadania plena a cada pessoa idosa. Cuidar sem infantilizar, escutar sem silenciar, agir com coragem ética. O futuro que queremos começa no respeito que praticamos hoje.
O artigo discute como a linguagem, as palavras moldam a percepção sobre as pessoas idosas e instituições de cuidado, analisando um caso de um jornal italiano. Destaca o impacto de termos depreciativos como “fugir” e “asilo” na visão pública, defendendo uma comunicação mais respeitosa e inclusiva para valorizar a dignidade das pessoas idosas e das instituições que os acolhem.
O luto antecipatório na demência é a dor de perder alguém que ainda está vivo. Para o cônjuge, não é apenas a memória que desaparece, mas também os papéis, os sonhos e o reconhecimento. Entre presença e ausência, resta uma casa vazia e um amor sem espelho — um adeus silencioso que começa muito antes da despedida final.
O excesso de medicamentos não é apenas um número, é um risco vital. Entre a cascata iatrogênica e os efeitos colaterais ocultos, a segurança das pessoas idosas exige vigilância máxima. Este artigo revela como a reconciliação terapêutica e a união da equipe multidisciplinar podem salvar vidas, transformando o "balde de remédios" em cuidado de excelência e precisão.
O texto propõe superar o “cuidado centrado na pessoa” e adotar o cuidado guiado pela pessoa em ILPI, redistribuindo poder e decisões, inclusive com pessoas que convivem com a demência. Defende escuta, observação e decisão compartilhada, mostrando que autonomia reduz resistências, melhora o clima da equipe e fortalece a dignidade e a confiança no cuidado.


