• Como se preparar para comprar (ou vender) um cuidado? Neste artigo, Nivia Pires Collavitti reflete sobre os estigmas que envolvem as ILPI, o tabu da finitude e a importância do acolhimento profissional. Com sensibilidade e experiência, propõe uma nova ética do cuidado, mais consciente e humana, centrada na dignidade da pessoa idosa e na educação sociofamiliar.

  • ILPI não é hospital, nem abrigo: é casa, é vida, é direito. Este artigo convoca todos os profissionais, que atuam nas ILPI, famílias, pessoas idosas e pesquisadores a romperem com modelos obsoletos e enfrentarem a mercantilização da velhice. É hora de valorizar as ILPI que atuam com ética, profissionalismo e humanidade - e, juntos, combater a lógica do lucro que desumaniza o cuidado. Cuidar exige formação, presença e dignidade. É tempo de transformar todas as instituições em lares, com afeto, liberdade e respeito. Porque envelhecer com cuidado é urgente. Se não nós, quem?

  • Quando a demência atinge os avós, surgem desafios não só para os adultos, mas também para as crianças. Este artigo orienta como explicar a demência de forma sensível e clara, especialmente durante visitas às ILPI, fortalecendo o vínculo afetivo entre gerações e promovendo empatia, respeito e acolhimento nos momentos em família.

  • Você já imaginou o que acontece durante a madrugada em uma ILPI? Neste relato sensível, a gestora Mariana Mota Tessarolo compartilha uma noite inesquecível, marcada por escuta, presença e um raro momento de lucidez em meio à demência. Uma história real que revela a força silenciosa dos profissionais noturnos e a beleza do cuidado que nunca dorme.

  • Como Sísifo, muitos gestores e profissionais das ILPI sentem-se empurrando uma pedra regulatória que sempre volta ao ponto inicial. A RDC 502/21 trouxe avanços, mas também incertezas e sobrecarga. Este artigo revela como o ROI e ações recentes da Anvisa podem aliviar esse peso, oferecendo caminhos práticos, materiais úteis e uma nova perspectiva sobre a fiscalização sanitária.

  • O artigo aborda a importância do cuidado humanizado nas ILPI, destacando o método Humanitude e seus pilares: olhar, palavra, toque e verticalidade. Defende uma mudança na cultura organizacional, valorização dos cuidadores, envolvimento da família e práticas que priorizem a dignidade e o bem-estar da pessoa idosa, contrapondo a pressa e a padronização no cuidado.

  • Deixar o lar para entrar na ILPI gera sentimentos de perda, solastalgia e desorientação. Na entrevista com antropólogo Alberto Salza, discutem-se perspectivas para acolher e cuidar de idosos nessa transição: compreender pontos de vista, criar espaços de descompressão, figura profissional intermediária e obra de “remendo” emocional. Propõe-se proempatia, em vez de empatia, para mediar medos e reconstruir vínculos afetivos duradouros.

  • Cuidar não é prender o pássaro na gaiola, mas garantir que ele voe com liberdade e dignidade. Este texto convida a repensar as instituições de longa permanência para idosos, revelando como rotinas inflexíveis desrespeitam vontades e restringem a liberdade. Propõe devolver decisões cotidianas aos residentes, fomentar interações externas e criar conselhos participativos para reintegrar a ILPI à comunidade.

  • O Residencial Longévité compartilha os principais desafios da gestão de uma ILPI, desde o acolhimento inicial até a comunicação com famílias e a formação da equipe. Enfrentando estigmas e a falta de apoio público, a instituição aposta em um cuidado humanizado, transparente e comprometido com a autonomia e a qualidade de vida da pessoa idosa.

  • Gentileza: poderosa ferramenta de transformação nas ILPI, combate maus-tratos e promove bem-estar coletivo. Baseada em autocompaixão (autogentileza, senso de humanidade e mindfulness), fortalece laços via “conta emocional” e deposita confiança. Contagiante e em efeito dominó, torna-se norma social. A prática contínua de gestos gentis, como o “bumerangue da gentileza”, gera resiliência, reduz estresse e enriquece o cuidado, inspirando mudanças profundas.