• O artigo aborda a importância do cuidado humanizado nas ILPI, destacando o método Humanitude e seus pilares: olhar, palavra, toque e verticalidade. Defende uma mudança na cultura organizacional, valorização dos cuidadores, envolvimento da família e práticas que priorizem a dignidade e o bem-estar da pessoa idosa, contrapondo a pressa e a padronização no cuidado.

  • Deixar o lar para entrar na ILPI gera sentimentos de perda, solastalgia e desorientação. Na entrevista com antropólogo Alberto Salza, discutem-se perspectivas para acolher e cuidar de idosos nessa transição: compreender pontos de vista, criar espaços de descompressão, figura profissional intermediária e obra de “remendo” emocional. Propõe-se proempatia, em vez de empatia, para mediar medos e reconstruir vínculos afetivos duradouros.

  • Cuidar não é prender o pássaro na gaiola, mas garantir que ele voe com liberdade e dignidade. Este texto convida a repensar as instituições de longa permanência para idosos, revelando como rotinas inflexíveis desrespeitam vontades e restringem a liberdade. Propõe devolver decisões cotidianas aos residentes, fomentar interações externas e criar conselhos participativos para reintegrar a ILPI à comunidade.

  • O Residencial Longévité compartilha os principais desafios da gestão de uma ILPI, desde o acolhimento inicial até a comunicação com famílias e a formação da equipe. Enfrentando estigmas e a falta de apoio público, a instituição aposta em um cuidado humanizado, transparente e comprometido com a autonomia e a qualidade de vida da pessoa idosa.

  • Gentileza: poderosa ferramenta de transformação nas ILPI, combate maus-tratos e promove bem-estar coletivo. Baseada em autocompaixão (autogentileza, senso de humanidade e mindfulness), fortalece laços via “conta emocional” e deposita confiança. Contagiante e em efeito dominó, torna-se norma social. A prática contínua de gestos gentis, como o “bumerangue da gentileza”, gera resiliência, reduz estresse e enriquece o cuidado, inspirando mudanças profundas.

  • ILPI de todo o Brasil estão convidadas a mostrar a força do cuidado que vivem diariamente. O concurso “Gentileza que Protege” valoriza iniciativas que revelam, com arte e sensibilidade, o verdadeiro papel das instituições de longa permanência. Participe até 4 de junho e ajude a transformar a imagem das ILPI com histórias reais, humanas e inspiradoras.

  • Transformar ILPI em lares exige equilibrar padronização e personalização. Pequenos gestos — como permitir objetos pessoais e respeitar escolhas — ajudam a recriar um espaço seguro e significativo. Ao incentivar a sensação de pertencimento, é possível converter ambientes institucionais em novos lares, preservando identidades e promovendo bem-estar. Qual seria o meio‑termo possível entre um local feito “em série” e uma casa?

  • Linda é assistente social e recebe, todos os dias, idosos e suas famílias em sua ILPI. Há algum tempo, ela vem observando um fenômeno recorrente: muitos filhos cuidadores familiares tendem, involuntariamente, a se referir a si mesmos como “pais” de seus entes queridos. Por trás dessas palavras, existe um universo de significados e sentimentos que nem sempre percebemos. É nesse universo que a autora nos guia, em busca de uma compreensão mais profunda sobre o cuidador familiar.