Como dar banho a uma pessoa com demência sem transformar o cuidado em uma batalha? Entenda os desafios cognitivos e emocionais do momento do banho e aprenda estratégias práticas para reduzir o medo, a agressividade e o estresse — preservando a dignidade e a segurança da pessoa idosa e dos cuidadores. Leitura essencial para quem cuida!
O(a) psicólogo(a) na ILPI atua como guardião(ã) de histórias, ouvindo e interpretando narrativas de residentes e familiares. Facilita a adaptação com acolhimento empático, colabora com equipe multidisciplinar, transforma saber tácito em ferramentas de cuidado diário e supervisiona casos clínicos. Atua em crises, promovendo escuta ativa e diálogo, fortalecendo vínculos e personalizando intervenções para promover bem-estar e integração no contexto institucional.
O ambiente exerce papel fundamental na adaptação à vida em uma ILPI, pois está ligado à identidade, segurança e sentimento de pertencimento da pessoa. A mudança de casa pode ser difícil para idosos com demência. Personalizar espaços, respeitar escolhas, preservar referências afetivas e promover ambientes acolhedores pode favorecer a construção de uma relação com o lugar e melhorar a qualidade de vida.
O Parkinson afeta não só o movimento, mas também a cognição, linguagem e emoções, causando ansiedade e isolamento. O cuidado integral envolve apoio médico, psicológico e social, valorizando a autonomia da pessoa. O suporte familiar e grupos de apoio são essenciais para melhorar a qualidade de vida, promovendo confiança e enfrentamento positivo da doença, superando o estigma e o medo do futuro.
Este artigo explora o estigma que envolve o Alzheimer, mostrando como ele afeta a dignidade, as relações e o bem-estar de quem vive com demência. Reflete sobre as causas do preconceito e suas consequências, e propõe caminhos para superá-lo por meio da informação, empatia, apoio familiar e social, valorizando as capacidades preservadas e promovendo uma cultura de cuidado e respeito.
Por que algumas famílias continuam voltando à instituição mesmo depois que a pessoa idosa já morreu? Uma reportagem da Rivista Cura (Itália) conta a história do projeto Radici, que trata famílias como parte da comunidade de cuidado, não como simples visitantes na ILPI. O texto propõe uma pergunta complementar: que lugar estamos construindo para quem vai continuar amando a gente depois que partirmos?
A história de Azzurra revela o cotidiano de uma idosa que, ao longo da vida, enfrentou guerra, pobreza e perda de autonomia, vivendo a experiência do cuidado em uma ILPI. Um episódio simples, a falta de assinatura em um documento, desperta na equipe o desejo de Azzurra de aprender a escrever o próprio nome. Esse momento transforma a rotina e revela um cuidado mais atento à escuta, ao desejo e à dignidade da pessoa.
Durante décadas, as ILPI brasileiras nasceram da caridade filantrópica, sem suporte estrutural. Hoje o desafio não é excesso de cuidado clínico, mas a ausência de integração entre SUS e SUAS. Este artigo propõe transitar da lógica do "funcionar" para a do "existir", combatendo o mercantilismo e resgatando a identidade biográfica de cada residente através da linguagem, do ambiente e olhar.
A contenção física e farmacológica é, antes de tudo, o retrato de uma derrota organizacional - e a descontenção é hoje o primeiro grande projeto de regeneração possível para as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A partir do modelo italiano Sente-Mente®, este artigo propõe um caminho que parte de uma decisão ética da liderança, mede sem culpa, questiona os mitos da contenção e transforma o cuidado em gesto concreto de liberdade e dignidade.
Gentileza: poderosa ferramenta de transformação nas ILPI, combate maus-tratos e promove bem-estar coletivo. Baseada em autocompaixão (autogentileza, senso de humanidade e mindfulness), fortalece laços via “conta emocional” e deposita confiança. Contagiante e em efeito dominó, torna-se norma social. A prática contínua de gestos gentis, como o “bumerangue da gentileza”, gera resiliência, reduz estresse e enriquece o cuidado, inspirando mudanças profundas.


