O Parkinson afeta não só o movimento, mas também a cognição, linguagem e emoções, causando ansiedade e isolamento. O cuidado integral envolve apoio médico, psicológico e social, valorizando a autonomia da pessoa. O suporte familiar e grupos de apoio são essenciais para melhorar a qualidade de vida, promovendo confiança e enfrentamento positivo da doença, superando o estigma e o medo do futuro.
Este artigo explora o estigma que envolve o Alzheimer, mostrando como ele afeta a dignidade, as relações e o bem-estar de quem vive com demência. Reflete sobre as causas do preconceito e suas consequências, e propõe caminhos para superá-lo por meio da informação, empatia, apoio familiar e social, valorizando as capacidades preservadas e promovendo uma cultura de cuidado e respeito.
Por que algumas famílias continuam voltando à instituição mesmo depois que a pessoa idosa já morreu? Uma reportagem da Rivista Cura (Itália) conta a história do projeto Radici, que trata famílias como parte da comunidade de cuidado, não como simples visitantes na ILPI. O texto propõe uma pergunta complementar: que lugar estamos construindo para quem vai continuar amando a gente depois que partirmos?
A história de Azzurra revela o cotidiano de uma idosa que, ao longo da vida, enfrentou guerra, pobreza e perda de autonomia, vivendo a experiência do cuidado em uma ILPI. Um episódio simples, a falta de assinatura em um documento, desperta na equipe o desejo de Azzurra de aprender a escrever o próprio nome. Esse momento transforma a rotina e revela um cuidado mais atento à escuta, ao desejo e à dignidade da pessoa.
Durante décadas, as ILPI brasileiras nasceram da caridade filantrópica, sem suporte estrutural. Hoje o desafio não é excesso de cuidado clínico, mas a ausência de integração entre SUS e SUAS. Este artigo propõe transitar da lógica do "funcionar" para a do "existir", combatendo o mercantilismo e resgatando a identidade biográfica de cada residente através da linguagem, do ambiente e olhar.
A contenção física e farmacológica é, antes de tudo, o retrato de uma derrota organizacional - e a descontenção é hoje o primeiro grande projeto de regeneração possível para as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A partir do modelo italiano Sente-Mente®, este artigo propõe um caminho que parte de uma decisão ética da liderança, mede sem culpa, questiona os mitos da contenção e transforma o cuidado em gesto concreto de liberdade e dignidade.
Gentileza: poderosa ferramenta de transformação nas ILPI, combate maus-tratos e promove bem-estar coletivo. Baseada em autocompaixão (autogentileza, senso de humanidade e mindfulness), fortalece laços via “conta emocional” e deposita confiança. Contagiante e em efeito dominó, torna-se norma social. A prática contínua de gestos gentis, como o “bumerangue da gentileza”, gera resiliência, reduz estresse e enriquece o cuidado, inspirando mudanças profundas.
Antes de entrar numa ILPI, familiares carregam medos que muitas vezes não sabem nem nomear. Medo de serem julgados, de não encontrar as palavras certas, de que o familiar não se adapte. Linda Sabbadin, assistente social italiana, mostra que essas dores atravessam oceanos. E que a melhor resposta começa sempre pelo acolhimento.
Perder uma dentadura em uma ILPI nunca é apenas sobre um objeto desaparecido. O episódio revela emoções, estresse, conflitos e falhas de comunicação que impactam toda a equipe. Neste artigo, você vai aprender estratégias práticas de liderança adaptativa para reduzir reatividade, acolher familiares, fortalecer profissionais e transformar crises cotidianas em oportunidades reais de cuidado e aprendizado.
Neste sensível relato de Francesca Poletti, uma médica compartilha os dilemas de cuidar da própria mãe, revelando as tensões entre segurança técnica e dignidade. Através de três perspectivas — família, equipe e gestão —, o artigo reflete sobre a recusa à higiene em contextos complexos. Uma lição sobre como empatia, paciência e o olhar relacional transformam o cotidiano.


