• A saúde e segurança no trabalho em ILPI no Brasil enfrenta desafios que podem ser superados com o envolvimento ativo de toda a equipe. Profissionais relatam sobrecarga, riscos físicos e psicossociais, como dores musculoesqueléticas e estresse ocupacional. Em vez de fiscalizações punitivas, é essencial promover uma cultura de segurança e cuidado, incentivando treinamentos regulares, ergonomia e apoio emocional. Cada membro da equipe pode contribuir para transformar o ambiente de trabalho, tornando-o mais seguro e humano. Investir na proteção dos trabalhadores não só melhora suas condições, mas também a qualidade do atendimento aos idosos, promovendo bem-estar para todos.

  • Quando uma pessoa idosa cai na ILPI, a pergunta não deveria ser “de quem é a culpa?”. Quedas revelam algo maior: falhas no sistema de cuidado. Entre medo, contenções e rotinas rígidas, as ILPI enfrentam um dilema essencial — proteger ou limitar a vida? Talvez seja hora de parar de procurar culpados e começar a entender o que a queda está tentando nos mostrar.

  • Quando uma pessoa idosa com demência diz que quer "ir para casa", ele pode estar expressando medo, desorientação ou desconforto. Esse comportamento é comum e pode ser intensificado ao entardecer, quando o cérebro está mais cansado. Em vez de tentar convencê-lo com argumentos lógicos, o ideal é manter a calma e acolher seus sentimentos. Algumas estratégias eficazes incluem identificar possíveis causas do desconforto (fome, sede, frio, excesso de estímulos), validar sua preocupação com frases tranquilizadoras e oferecer uma resposta concreta, como sair para um pequeno passeio. O mais importante é criar um ambiente seguro e acolhedor, lembrando que cada dia pode exigir uma abordagem diferente.

  • O artigo discute como a linguagem, as palavras moldam a percepção sobre as pessoas idosas e instituições de cuidado, analisando um caso de um jornal italiano. Destaca o impacto de termos depreciativos como “fugir” e “asilo” na visão pública, defendendo uma comunicação mais respeitosa e inclusiva para valorizar a dignidade das pessoas idosas e das instituições que os acolhem.

  • O luto antecipatório na demência é a dor de perder alguém que ainda está vivo. Para o cônjuge, não é apenas a memória que desaparece, mas também os papéis, os sonhos e o reconhecimento. Entre presença e ausência, resta uma casa vazia e um amor sem espelho — um adeus silencioso que começa muito antes da despedida final.

  • Nas ILPI, cada porta aberta ou fechada denuncia quem somos como profissionais. Uma porta de banheiro aberta durante um cuidado íntimo não é pressa, é violação. Dignidade não é luxo: é direito. Se fosse você, aceitaria ser exposto? Cuidar é fechar portas da intimidade e abrir as da humanidade - sempre com, nunca sobre.

  • O texto propõe superar o “cuidado centrado na pessoa” e adotar o cuidado guiado pela pessoa em ILPI, redistribuindo poder e decisões, inclusive com pessoas que convivem com a demência. Defende escuta, observação e decisão compartilhada, mostrando que autonomia reduz resistências, melhora o clima da equipe e fortalece a dignidade e a confiança no cuidado.

  • O artigo propõe quatro verdades práticas para qualificar o cuidado em ILPI sem custo: uso consciente das luvas e das mãos; dignidade como ações diárias concretas; valorização da identidade além do diagnóstico; e o impacto do ambiente físico no comportamento. Pequenos gestos intencionais, atenção aos detalhes e presença transformam rotinas automáticas em cuidado humano, significativo e seguro nas ILPI brasileiras.

  • Alimentar corretamente uma pessoa idosa é um gesto que exige atenção, delicadeza e competências práticas. Neste artigo, a doutora Angela Di Giaimo, enfermeira e formadora na área sociossanitária, nos oferece alguns conselhos práticos e sugestões relacionais para transformar o momento da refeição em uma experiência segura, digna e rica em valor afetivo.