O PL 411 pode redefinir o futuro do cuidado de longa duração no Brasil. O risco não está em integrar saúde e assistência, mas em transformar moradia em hospital sem garantir equipes, financiamento e dignidade. Cuidar não é vigiar, nem baratear a velhice. O desafio é fortalecer as ILPIs como lares, protegendo direitos, autonomia e qualidade de vida.
As ILPI não são sinônimo de abandono, mas opção digna para o envelhecimento. Com famílias menores, ausência de políticas públicas efetivas e gestores esgotados operando no limite, o Brasil precisa urgentemente expandir e qualificar esses serviços. A pergunta é: quando precisarmos, haverá instituições adequadas disponíveis? E até quando profissionais conseguirão sustentar o sistema sozinhos?
Às vésperas do Dia Internacional da Pessoa Idosa, não celebramos: refletimos, com esse desabafo coletivo. A pandemia escancarou fragilidades e a solidariedade cedeu lugar à desvalorização e ao abandono. Este desabafo não nasce do pessimismo, mas da convicção de que cuidar é essencial, tem valor e exige dignidade. É um chamado urgente à ação coletiva pelo cuidado.
O artigo relata as ações do CMDPI de Inhumas-GO entre 2018 e 2024 para fortalecer as ILPI locais, destacando a integração com o SUS, a qualificação de profissionais, a regularização documental, enfrentamento da COVID-19 e reorganização da rede de atenção ao idoso, resultando em melhorias significativas no cuidado e na gestão das instituições.


