• O texto aborda os três tempos gregos dentro da ILPI: Chronos, marcado pela rotina institucional; Kairós, vivido nas experiências subjetivas, como visitas e vínculos de cuidado; e Aion, o tempo eterno das memórias e afetos que permanecem. Defende-se flexibilizar o Chronos, valorizar o Kairós e cultivar o Aion, investindo o tempo com sabedoria, presença e amor.

  • Quem deve ser o RT em uma ILPI: enfermeiro, médico ou assistente social? A resposta não é simples. Não existe regra única: depende do perfil da instituição e das necessidades dos residentes. O RT garante legalidade, qualidade e segurança, coordenando protocolos, equipe e cuidados, sendo peça-chave para famílias, gestores e fiscalização sanitária.

  • A qualidade do cuidado em ILPI no Brasil envolve equilibrar expectativas de familiares, bem-estar das pessoas idosas e valorização dos colaboradores. Inspirada na filosofia da qualidade total, exige gestão participativa, comunicação e motivação. O desafio está em alinhar qualidade percebida e esperada, buscando excelência como harmonia sustentável entre usuários, profissionais, gestores e recursos disponíveis.

  • ILPI não é hospital é moradia e pertencimento. Mas atenção: essa verdade vem sendo distorcida para cortar equipes de saúde e reduzir responsabilidades. ILPI é equipamento sociossanitário, integra cuidado em saúde e apoio social. Confundir papéis não justifica negligência. Exija equipes qualificadas e respeito às normas. A qualidade do cuidado é inegociável.

  • Profissionais de ILPI vivem a pressão do cuidado diário e muitas vezes negligenciam a si mesmos. Inspirados por Alexandre Kalache, este editorial mostra que o autocuidado é essencial para preservar energia, reduzir estresse e fortalecer vínculos. Pausas, rodas de conversa e apoio da liderança tornam o cuidado mais humano e eficaz. Cuidar de quem cuida é essencial para humanizar e sustentar o envelhecimento ativo.

  • A inserção de pessoas idosas em ILPI exige sensibilidade para preservar vínculos familiares. Os assistentes sociais atuam mediando relações, acolhendo famílias e fortalecendo laços. A rotina institucional pode afetar visitas, mas espaços acolhedores e inclusão de crianças ajudam a romper estigmas. Com cuidado e diálogo, a ILPI torna-se um lugar de vida, afeto e recomeço.

  • Envelhecer em uma ILPI é conviver com a presença constante da morte. Este artigo convida à reflexão sobre como a despedida, embora dolorosa, pode ser uma experiência de conexão, acolhimento e crescimento. Falar sobre a morte, compartilhar o luto e realizar últimos desejos tornam a partida mais serena para quem vai e para quem fica.

  • Você já olhou nos olhos de quem cuida nas ILPI? Cuidar vai além da técnica: é entrega de coração e alma. Mas quem cuida também sente, também cansa, também precisa ser visto. Por trás de cada uniforme, há uma história, uma pessoa inteira, com sonhos e dores. Hoje, faça o gesto mais simples: olhe nos olhos, diga ‘obrigado(a)’ de verdade. Porque a qualidade do cuidado começa quando a gente vê quem cuida como quem também importa.

  • Abrir as portas de academias e clubes para pessoas idosas que vivem em ILPI promove inclusão, saúde e pertencimento. Esses espaços, ao acolherem moradores dessas instituições, fortalecem a autonomia, autoestima e a convivência intergeracional, rompendo estigmas e criando vínculos sociais. É uma forma de garantir o direito à atividade física e à participação plena na vida comunitária.

  • Quando a demência atinge os avós, surgem desafios não só para os adultos, mas também para as crianças. Este artigo orienta como explicar a demência de forma sensível e clara, especialmente durante visitas às ILPI, fortalecendo o vínculo afetivo entre gerações e promovendo empatia, respeito e acolhimento nos momentos em família.