Entre memórias do mundo analógico e desafios do digital, pessoas idosas em ILPIs enfrentam a (re)alfabetização tecnológica com esforço e coragem. A tecnologia aproxima, reduz a solidão e estimula a mente, mas também traz riscos, como golpes. Com apoio de cuidadores e familiares, aprender a usar telas torna-se caminho possível para manter vínculos, autonomia e confiança no cotidiano com segurança.
Por que algumas famílias continuam voltando à instituição mesmo depois que a pessoa idosa já morreu? Uma reportagem da Rivista Cura (Itália) conta a história do projeto Radici, que trata famílias como parte da comunidade de cuidado, não como simples visitantes na ILPI. O texto propõe uma pergunta complementar: que lugar estamos construindo para quem vai continuar amando a gente depois que partirmos?
A população idosa do Brasil cresceu cerca de 72% em 15 anos, mas o país ainda trata as Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas como último recurso, e não como direito. Este artigo atravessa o colapso do cuidado: da antiga figura da filha cuidadora, que deixou de sustentar sozinha esse modelo, ao veto que manteve por anos a falta de regulamentação da profissão de cuidador. Uma provocação para gestores, famílias e para todos que também irão envelhecer.
Idosos que recebem alta hospitalar seguem internados por falta de vaga em instituições de longa permanência, fenômeno sem diagnóstico nacional, mas registrado por Ministérios Públicos em várias cidades. O artigo expõe a defasagem entre financiamento público e custo real do cuidado, os preconceitos que sustentam essa omissão, e defende integração entre saúde e assistência social, sem transformar cuidado em vigilância.
A história de Azzurra revela o cotidiano de uma idosa que, ao longo da vida, enfrentou guerra, pobreza e perda de autonomia, vivendo a experiência do cuidado em uma ILPI. Um episódio simples, a falta de assinatura em um documento, desperta na equipe o desejo de Azzurra de aprender a escrever o próprio nome. Esse momento transforma a rotina e revela um cuidado mais atento à escuta, ao desejo e à dignidade da pessoa.
Durante décadas, as ILPI brasileiras nasceram da caridade filantrópica, sem suporte estrutural. Hoje o desafio não é excesso de cuidado clínico, mas a ausência de integração entre SUS e SUAS. Este artigo propõe transitar da lógica do "funcionar" para a do "existir", combatendo o mercantilismo e resgatando a identidade biográfica de cada residente através da linguagem, do ambiente e olhar.
O inverno chega com frio, ar seco e noites longas que desafiam as equipes das ILPI. Para quem vive com demência, o desconforto térmico aparece em sinais que precisam ser lidos com atenção. Neste artigo, conheça como o ambiente, a roupa, o movimento, a alimentação e o sono podem ser cuidados com inteligência e ternura nesta estação.
O PL 411 pode redefinir o futuro do cuidado de longa duração no Brasil. O risco não está em integrar saúde e assistência, mas em transformar moradia em hospital sem garantir equipes, financiamento e dignidade. Cuidar não é vigiar, nem baratear a velhice. O desafio é fortalecer as ILPIs como lares, protegendo direitos, autonomia e qualidade de vida.
A contenção física e farmacológica é, antes de tudo, o retrato de uma derrota organizacional - e a descontenção é hoje o primeiro grande projeto de regeneração possível para as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A partir do modelo italiano Sente-Mente®, este artigo propõe um caminho que parte de uma decisão ética da liderança, mede sem culpa, questiona os mitos da contenção e transforma o cuidado em gesto concreto de liberdade e dignidade.
A luz não é apenas conforto visual: regula o sono, o humor e o comportamento de quem vive em uma ILPI. Este artigo apresenta a iluminação integrativa — que reúne efeitos visuais e não visuais — e mostra como ajustes de baixo custo, ao longo do dia, melhoram a qualidade de vida dos residentes e reduzem a sobrecarga da equipe de cuidado.


