Nas ILPI brasileiras, o cuidado não pode se limitar ao diagnóstico, à rotina ou à dependência. Este ensaio propõe uma reflexão sobre fragilidade, dignidade e existência, defendendo que envelhecer sob cuidado institucional não apaga história, vínculo, desejo nem pertencimento. Um texto sobre a urgência de preservar a condição de pessoa mesmo nos contextos de maior vulnerabilidade.
Este editorial afirma que a precariedade das ILPI não decorre de má gestão, mas do subfinanciamento crônico das políticas de cuidado no Brasil. Defende o reconhecimento das ILPI como equipamentos híbridos, a responsabilização do Estado e a mobilização coletiva de gestores, profissionais e sociedade civil por financiamento adequado, políticas públicas efetivas e garantia constitucional de dignidade às pessoas idosas.


