Na Lapa, moradores pressionaram a prefeitura para retirar 40 ILPI do bairro. Um vizinho filmou o carro funerário de um homem de 94 anos e disse: "mais um defunto." Não houve denúncia de maus-tratos. Houve incômodo com a velhice. Esse episódio revela algo que precisamos encarar: o Brasil ainda não aprendeu a conviver com o envelhecimento. E isso tem um nome.
Neste artigo, Eliane Kreisler, em reflexão com Aline Salla, destaca que o propósito permanece presente na vida de pessoas idosas em ILPI mesmo diante da fragilidade ou demência. Pequenos gestos, vínculos afetivos e cuidados humanizados sustentam dignidade, pertencimento e sentido de vida, mostrando que envelhecer com cuidado também é continuar sendo visto, ouvido e valorizado.
Perder uma dentadura em uma ILPI nunca é apenas sobre um objeto desaparecido. O episódio revela emoções, estresse, conflitos e falhas de comunicação que impactam toda a equipe. Neste artigo, você vai aprender estratégias práticas de liderança adaptativa para reduzir reatividade, acolher familiares, fortalecer profissionais e transformar crises cotidianas em oportunidades reais de cuidado e aprendizado.
Na rotina silenciosa das ILPI, o risco não é apenas o envelhecimento —é parar. Em Goiás, a experiência da ABAS mostra como a fisioterapia vai além da reabilitação: preserva autonomia, previne quedas e devolve sentido ao movimento. Entre desafios estruturais e histórias reais, um cuidado essencial se revela — manter o corpo ativo é manter a identidade viva.
Em meio à finitude nas ILPI, o Serviço Social transforma cuidado em dignidade. Entre escuta, acolhimento e defesa da autonomia da pessoa idosa, o assistente social apoia residentes, famílias e equipes para que o fim da vida seja vivido com respeito, humanidade e presença — nunca em solidão.
São seis da manhã. Ceiça, 81 anos, pensa na mãe que partiu há quarenta anos. Em cada ILPI do Brasil, o Dia das Mães desperta memórias que doem e aquecem ao mesmo tempo. A neurociência explica. As histórias comprovam. E as cuidadoras — que chegam antes de todos — sustentam esse amor com as próprias mãos.
Neste sensível relato de Francesca Poletti, uma médica compartilha os dilemas de cuidar da própria mãe, revelando as tensões entre segurança técnica e dignidade. Através de três perspectivas — família, equipe e gestão —, o artigo reflete sobre a recusa à higiene em contextos complexos. Uma lição sobre como empatia, paciência e o olhar relacional transformam o cotidiano.
O texto de Thaís Carvalho analisa o ciclo de cobrança excessiva em ILPI, mostrando como a pressão da gestão impacta cuidadores e pessoas idosas. Ambientes sobrecarregados comprometem o cuidado, geram desgaste emocional e dificultam vínculos. O artigo propõe refletir sobre o papel da gestão na construção de uma cultura mais empática, respeitosa e alinhada à qualidade no atendimento.
Em ILPI, comportamentos desafiadores não são “problemas”, mas pedidos de socorro. Este artigo propõe uma virada essencial: enxergar gritos, agressividade e agitação como linguagem. Ao investigar ambiente, dor e autonomia, equipes reduzem conflitos e humanizam o cuidado. Menos contenção, mais compreensão — um caminho prático para transformar rotinas, preservar dignidade e aliviar o desgaste dos profissionais.
A Revista Cuidar nasce de uma travessia entre a Itália e o Brasil, unindo tradição europeia e identidade brasileira no cuidado ao envelhecimento. Com foco nos profissionais, residentes e familiares das ILPI, tornou-se em um ano um espaço de profundidade técnica e acolhimento emocional. Sustentada por uma sólida rede institucional, fortalece profissionais e impulsiona a transformação do setor.
Eventos e Cultura

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A vida de cada pessoa idosa e de cada pessoa que cuida nas ILPI – importa.












