• Durante décadas, as ILPI brasileiras nasceram da caridade filantrópica, sem suporte estrutural. Hoje o desafio não é excesso de cuidado clínico, mas a ausência de integração entre SUS e SUAS. Este artigo propõe transitar da lógica do "funcionar" para a do "existir", combatendo o mercantilismo e resgatando a identidade biográfica de cada residente através da linguagem, do ambiente e olhar.

  • O inverno chega com frio, ar seco e noites longas que desafiam as equipes das ILPI. Para quem vive com demência, o desconforto térmico aparece em sinais que precisam ser lidos com atenção. Neste artigo, conheça como o ambiente, a roupa, o movimento, a alimentação e o sono podem ser cuidados com inteligência e ternura nesta estação.

  • O PL 411 pode redefinir o futuro do cuidado de longa duração no Brasil. O risco não está em integrar saúde e assistência, mas em transformar moradia em hospital sem garantir equipes, financiamento e dignidade. Cuidar não é vigiar, nem baratear a velhice. O desafio é fortalecer as ILPIs como lares, protegendo direitos, autonomia e qualidade de vida.

  • A contenção física e farmacológica é, antes de tudo, o retrato de uma derrota organizacional - e a descontenção é hoje o primeiro grande projeto de regeneração possível para as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A partir do modelo italiano Sente-Mente®, este artigo propõe um caminho que parte de uma decisão ética da liderança, mede sem culpa, questiona os mitos da contenção e transforma o cuidado em gesto concreto de liberdade e dignidade.

  • A luz não é apenas conforto visual: regula o sono, o humor e o comportamento de quem vive em uma ILPI. Este artigo apresenta a iluminação integrativa — que reúne efeitos visuais e não visuais — e mostra como ajustes de baixo custo, ao longo do dia, melhoram a qualidade de vida dos residentes e reduzem a sobrecarga da equipe de cuidado.

  • Gentileza: poderosa ferramenta de transformação nas ILPI, combate maus-tratos e promove bem-estar coletivo. Baseada em autocompaixão (autogentileza, senso de humanidade e mindfulness), fortalece laços via “conta emocional” e deposita confiança. Contagiante e em efeito dominó, torna-se norma social. A prática contínua de gestos gentis, como o “bumerangue da gentileza”, gera resiliência, reduz estresse e enriquece o cuidado, inspirando mudanças profundas.

  • Nem todo idoso gosta de bingo. Parece óbvio, mas ainda é ignorado dentro de muitas ILPI. Quando o cuidado trata todos como iguais, ele não cuida de ninguém. Neste artigo, discutimos por que uma equipe multiprofissional qualificada não é diferencial, é condição básica para garantir que a vida continue tendo sentido.

  • Antes de entrar numa ILPI, familiares carregam medos que muitas vezes não sabem nem nomear. Medo de serem julgados, de não encontrar as palavras certas, de que o familiar não se adapte. Linda Sabbadin, assistente social italiana, mostra que essas dores atravessam oceanos. E que a melhor resposta começa sempre pelo acolhimento.

  • Um chamado urgente para resgatar o sentido do cuidado nas ILPI: quando o residente deixa de ser tarefa e volta a ser pessoa, o cuidado se transforma. O artigo revela como vulnerabilidade, biografia, fim de vida, gestão e saúde das equipes redefinem qualidade e apresenta um novo caminho coletivo para o setor no Brasil.

  • Após uma semana desafiadora, a Revista CUIDAR destaca a mobilização silenciosa de profissionais que defendem as ILPI e o cuidado ao idoso. Valoriza quem atua sem holofotes, reforça a importância do trabalho em rede e anuncia o Meeting Profissionais do Cuidado 2026, espaço de troca, apoio e construção coletiva para quem cuida e também precisa ser cuidado no país hoje.

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