• Na Lapa, moradores pressionaram a prefeitura para retirar 40 ILPI do bairro. Um vizinho filmou o carro funerário de um homem de 94 anos e disse: "mais um defunto." Não houve denúncia de maus-tratos. Houve incômodo com a velhice. Esse episódio revela algo que precisamos encarar: o Brasil ainda não aprendeu a conviver com o envelhecimento. E isso tem um nome.

  • A Revista Cuidar nasce de uma travessia entre a Itália e o Brasil, unindo tradição europeia e identidade brasileira no cuidado ao envelhecimento. Com foco nos profissionais, residentes e familiares das ILPI, tornou-se em um ano um espaço de profundidade técnica e acolhimento emocional. Sustentada por uma sólida rede institucional, fortalece profissionais e impulsiona a transformação do setor.

  • Quando o mundo parou, nós não paramos. Há seis anos, do medo e da urgência, nasceu a Frente Nacional de Fortalecimento às ILPI (Frente-ILPI) um movimento que uniu profissionais de norte a sul do Brasil para proteger quem mais precisava: pessoas idosas que moram em ILPI. Uma rede de 1.500 voluntários, mais de 750 mil pessoas alcançadas. Uma história feita de coletivo, de noites sem dormir, de amor. Uma história que ninguém apaga.

  • A delegação brasileira de profissionais de ILPI realizou imersão na Fondazione Vismara, Itália, conhecendo um modelo de cuidado centrado na pessoa em larga escala. Destaques incluem os “Núcleos” para humanização, abordagem não farmacológica para Alzheimer e projeto gastronômico para disfagia. A experiência reforça que organização, inovação e respeito à dignidade são pilares da excelência assistencial internacional.

  • Em Soresina, na Lombardia, uma delegação brasileira de especialistas em envelhecimento participou de um intercâmbio técnico e humano na RSA Zucchi Falcina, do Grupo Gheron. O encontro fortaleceu pontes entre Brasil e Itália, promovendo troca de práticas em cuidado, gestão, humanização e gerontologia, reafirmando o valor da cooperação internacional na qualificação das ILPI e do cuidado à pessoa idosa.

  • A incontinência urinária nas ILPI exige cuidado técnico aliado à empatia, respeito e dignidade. Acolhimento, comunicação sensível, observação de sinais não verbais e rotinas de banheiro previnem constrangimentos. Preservar privacidade, garantir higiene adequada, hidratação equilibrada e uso correto de fraldas melhora o conforto, a autoestima e a qualidade de vida das pessoas idosas.

  • Uma mensagem de gratidão a quem faz o cuidado acontecer nas ILPI. Celebramos histórias invisíveis, união, gentileza e coragem. Relembramos conquistas, homenageamos profissionais e lançamos um convite especial: o Meeting Profissionais do Cuidar 2026. Porque cuidar de quem cuida transforma vidas, fortalece o setor e constrói um futuro mais digno para todos.

  • As ILPI não são sinônimo de abandono, mas opção digna para o envelhecimento. Com famílias menores, ausência de políticas públicas efetivas e gestores esgotados operando no limite, o Brasil precisa urgentemente expandir e qualificar esses serviços. A pergunta é: quando precisarmos, haverá instituições adequadas disponíveis? E até quando profissionais conseguirão sustentar o sistema sozinhos?

  • Copiar e colar o PAI pode custar vidas. Documentos genéricos falham nas emergências, expõem a ILPI juridicamente e não protegem ninguém. Um PAI construído pela equipe, com informações reais e atualizadas, transforma papel em proteção. Não é burocracia - é o mapa que salva residentes quando a tempestade chega. Seus documentos protegem vidas reais?

  • O projeto Chalk Art em ILPI (Instituição de Longa Permanência […]