• Quando uma pessoa idosa cai na ILPI, a pergunta não deveria ser “de quem é a culpa?”. Quedas revelam algo maior: falhas no sistema de cuidado. Entre medo, contenções e rotinas rígidas, as ILPI enfrentam um dilema essencial — proteger ou limitar a vida? Talvez seja hora de parar de procurar culpados e começar a entender o que a queda está tentando nos mostrar.

  • No bairro do Canindé, em São Paulo, a ILPI Canindé, administrada pela CROPH, acolhe pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social. Em fevereiro de 2026, a equipe da Revista Cuidar visitou a instituição e encontrou mais que um serviço público: viu a persistência cotidiana do cuidado, expressa em rotinas organizadas, vínculos afetivos e uma equipe acolhedora e comprometida.

  • Diante da revolução da longevidade, como nos ensina o Professor Alexandre Kalache, as ILPI são o espelho da nossa humanidade. Ser anti-idadista é mais que rejeitar preconceitos: é garantir dignidade, autonomia e cidadania plena a cada pessoa idosa. Cuidar sem infantilizar, escutar sem silenciar, agir com coragem ética. O futuro que queremos começa no respeito que praticamos hoje.

  • A história da ILPI centenária da Sociedade Socorro aos Necessitados revela como uma instituição filantrópica se reinventou para se tornar referência nacional em cuidado humanizado. Entre desafios sociais, profissionalização e projetos inovadores, o artigo mostra como ciência, afeto e gestão moderna transformaram vidas e redefiniram o envelhecer no Brasil. Uma leitura inspiradora e necessária. Descubra lições valiosas para o futuro do cuidado.

  • O luto antecipatório na demência é a dor de perder alguém que ainda está vivo. Para o cônjuge, não é apenas a memória que desaparece, mas também os papéis, os sonhos e o reconhecimento. Entre presença e ausência, resta uma casa vazia e um amor sem espelho — um adeus silencioso que começa muito antes da despedida final.

  • Nas ILPI, cada porta aberta ou fechada denuncia quem somos como profissionais. Uma porta de banheiro aberta durante um cuidado íntimo não é pressa, é violação. Dignidade não é luxo: é direito. Se fosse você, aceitaria ser exposto? Cuidar é fechar portas da intimidade e abrir as da humanidade - sempre com, nunca sobre.

  • O excesso de medicamentos não é apenas um número, é um risco vital. Entre a cascata iatrogênica e os efeitos colaterais ocultos, a segurança das pessoas idosas exige vigilância máxima. Este artigo revela como a reconciliação terapêutica e a união da equipe multidisciplinar podem salvar vidas, transformando o "balde de remédios" em cuidado de excelência e precisão.

  • O texto propõe superar o “cuidado centrado na pessoa” e adotar o cuidado guiado pela pessoa em ILPI, redistribuindo poder e decisões, inclusive com pessoas que convivem com a demência. Defende escuta, observação e decisão compartilhada, mostrando que autonomia reduz resistências, melhora o clima da equipe e fortalece a dignidade e a confiança no cuidado.

  • A incontinência urinária nas ILPI exige cuidado técnico aliado à empatia, respeito e dignidade. Acolhimento, comunicação sensível, observação de sinais não verbais e rotinas de banheiro previnem constrangimentos. Preservar privacidade, garantir higiene adequada, hidratação equilibrada e uso correto de fraldas melhora o conforto, a autoestima e a qualidade de vida das pessoas idosas.

  • O artigo propõe quatro verdades práticas para qualificar o cuidado em ILPI sem custo: uso consciente das luvas e das mãos; dignidade como ações diárias concretas; valorização da identidade além do diagnóstico; e o impacto do ambiente físico no comportamento. Pequenos gestos intencionais, atenção aos detalhes e presença transformam rotinas automáticas em cuidado humano, significativo e seguro nas ILPI brasileiras.