Neste sensível relato de Francesca Poletti, uma médica compartilha os dilemas de cuidar da própria mãe, revelando as tensões entre segurança técnica e dignidade. Através de três perspectivas — família, equipe e gestão —, o artigo reflete sobre a recusa à higiene em contextos complexos. Uma lição sobre como empatia, paciência e o olhar relacional transformam o cotidiano.
O texto de Thaís Carvalho analisa o ciclo de cobrança excessiva em ILPI, mostrando como a pressão da gestão impacta cuidadores e pessoas idosas. Ambientes sobrecarregados comprometem o cuidado, geram desgaste emocional e dificultam vínculos. O artigo propõe refletir sobre o papel da gestão na construção de uma cultura mais empática, respeitosa e alinhada à qualidade no atendimento.
A Revista Cuidar nasce de uma travessia entre a Itália e o Brasil, unindo tradição europeia e identidade brasileira no cuidado ao envelhecimento. Com foco nos profissionais, residentes e familiares das ILPI, tornou-se em um ano um espaço de profundidade técnica e acolhimento emocional. Sustentada por uma sólida rede institucional, fortalece profissionais e impulsiona a transformação do setor.
A Fonoaudiologia nas ILPI é essencial para promover comunicação, segurança alimentar e qualidade de vida da pessoa idosa. Com atuação integrada à equipe multiprofissional, contribui na prevenção e manejo de dificuldades como disfagia e declínio funcional. O cuidado fonoaudiológico fortalece autonomia, vínculos e bem-estar, garantindo uma abordagem mais segura, humanizada e centrada nas necessidades individuais.
Por que fazer formação depois do turno? Este artigo convida profissionais de ILPI a refletirem sobre o verdadeiro sentido da formação: não como obrigação ou acúmulo de conteúdo, mas como espaço de pausa, compreensão e fortalecimento do cuidado. Em um cotidiano exigente, formar-se é também uma forma de preservar o sentido do trabalho e a própria saúde emocional.
Na Casa de Amparo Santo Antônio, no RJ, a estimulação cognitiva é parte essencial do cuidado em ILPI, promovendo memória, atenção e bem-estar emocional. Com atividades adaptadas e respeitando a individualidade, residentes ganham autonomia, confiança e pertencimento. A prática mostra que manter a mente ativa fortalece vínculos, reduz o isolamento e torna a rotina mais significativa e acolhedora institucional diária.
Quando o mundo parou, nós não paramos. Há seis anos, do medo e da urgência, nasceu a Frente Nacional de Fortalecimento às ILPI (Frente-ILPI) um movimento que uniu profissionais de norte a sul do Brasil para proteger quem mais precisava: pessoas idosas que moram em ILPI. Uma rede de 1.500 voluntários, mais de 750 mil pessoas alcançadas. Uma história feita de coletivo, de noites sem dormir, de amor. Uma história que ninguém apaga.
Nas ILPI brasileiras, o cuidado não pode se limitar ao diagnóstico, à rotina ou à dependência. Este ensaio propõe uma reflexão sobre fragilidade, dignidade e existência, defendendo que envelhecer sob cuidado institucional não apaga história, vínculo, desejo nem pertencimento. Um texto sobre a urgência de preservar a condição de pessoa mesmo nos contextos de maior vulnerabilidade.
Oferecer um pedaço de chocolate na Páscoa pode parecer uma decisão simples. Em ILPI, celebrar vai além da dieta: é promover vínculos, autonomia e qualidade de vida. Na Páscoa, o chocolate deixa de ser apenas nutrição para se tornar experiência e memória afetiva. O cuidado centrado na pessoa equilibra segurança clínica e desejo, transformando datas comemorativas em momentos significativos e terapêuticos para cada residente.
A delegação brasileira de profissionais de ILPI realizou imersão na Fondazione Vismara, Itália, conhecendo um modelo de cuidado centrado na pessoa em larga escala. Destaques incluem os “Núcleos” para humanização, abordagem não farmacológica para Alzheimer e projeto gastronômico para disfagia. A experiência reforça que organização, inovação e respeito à dignidade são pilares da excelência assistencial internacional.


