Numa instituição de longa permanência em Goiás, três fisioterapeutas trabalham há mais de duas décadas para que as pessoas que vivem ali continuem se movendo — e, com isso, continuem sendo quem são.

Por: Thaíssa Alves de Lima Moura, Ronaldo Peres de Souza, Thayne Kenychala, Renata Aquino de Azevedo, Adriana Vieira Macêdo Brugnoli, Rafael Braga Pereira Braz, Vinícius da Fontoura Sperandei, Ferdinando Agostinho e Leonardo Squinello Nogueira Veneziano

“Autonomia não é apenas conseguir levantar da cadeira. É poder decidir se quer levantar — e ter forças para isso.”

Dona Aparecida* tem 81 anos, mora na ABAS há quatro anos e, toda terça-feira de manhã, espera pela sessão de fisioterapia com mais entusiasmo do que qualquer outra atividade da semana. Não porque seja fácil — alguns exercícios doem, outros cansam. Mas porque, naquele momento, alguém está ali exclusivamente para ela: olhando para o jeito como ela caminha, para a firmeza das suas pernas, para o equilíbrio que, sem treino, vai escorregando silenciosamente com os anos.

Histórias como a de Dona Aparecida se repetem nas Instituições de Longa Permanência para Idosos de todo o Brasil. E é para entender melhor o que se passa dentro de uma delas que este artigo foi escrito. Com base em uma entrevista com a equipe da Associação Beneficente Auta de Souza (ABAS), em Rio Verde (GO), e em evidências da literatura científica, vamos mostrar o que a fisioterapia representa no cotidiano das pessoas que vivem em ILPI — e por que ela é muito mais do que reabilitação.

* Perfil fictício criado para ilustrar situações reais vividas na ABAS.

Envelhecer na ILPI: o corpo que precisa de atenção constante

Quando uma pessoa passa a viver em uma ILPI, seu corpo enfrenta um risco que nem sempre é visível: o de parar. A rotina institucional, a redução de espaço para circular, a menor exigência de atividades cotidianas — tudo isso pode acelerar o que a ciência chama de declínio funcional. Não por descuido de ninguém, mas pela própria natureza do ambiente.

A Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2023) documenta que pessoas que vivem em ILPI apresentam maior risco de perda de autonomia nas atividades do dia a dia exatamente por esse motivo. E no centro desse processo está a sarcopenia — a perda progressiva de massa e força muscular — que, segundo a mesma publicação (2022), é o fator central no declínio funcional de quem vive nessas instituições.

Associação Cuidadosa

A boa notícia é que esse processo pode ser retardado — e, em muitos casos, parcialmente revertido. É aqui que entra o fisioterapeuta.

A ABAS: 22 anos de fisioterapia com propósito

A Associação Beneficente Auta de Souza existe para acolher pessoas em situação de vulnerabilidade social que não têm condições de permanecer com suas famílias ou em seus próprios domicílios. São 69 residentes — alguns independentes, outros com alto grau de dependência — que encontraram na ABAS não apenas abrigo, mas uma casa.

Nessa casa, a fisioterapia está presente há 22 anos. São três profissionais que, juntos, dedicam 30 horas semanais ao cuidado físico de cada pessoa que vive ali. Atendimentos individuais e grupais, exercícios terapêuticos aeróbicos e anaeróbicos alinhados ao quadro de cada residente, reavaliações periódicas. Um trabalho silencioso, mas fundamental.

O perfil de quem reside na ABAS é diverso: há pessoas com condições ortopédicas, neurológicas, cognitivas. Mas um perfil aparece com frequência cada vez maior: pessoas que vivem com demência. E para elas, o cuidado fisioterapêutico exige atenção redobrada — e uma abordagem específica.

Quando a cognição muda, o cuidado precisa se adaptar

Cuidar de uma pessoa com demência por meio da fisioterapia não é o mesmo que cuidar de alguém com uma fratura no quadril. A doença não afeta só a memória — afeta a capacidade de seguir instruções, de entender o que está sendo pedido, de cooperar com o tratamento.

Freitas e Py (2022), no Tratado de Geriatria e Gerontologia, recomendam que, nesses casos, o foco seja a manutenção da capacidade residual — aquilo que a pessoa ainda consegue fazer — por meio de intervenções não farmacológicas: estímulos funcionais, mobilidade assistida, atividades que façam sentido para aquela pessoa específica.

“Não se trata de devolver o que foi perdido. Trata-se de valorizar e preservar o que ainda existe.”

Na ABAS, essa filosofia orienta o dia a dia. Os exercícios não são genéricos: são construídos a partir da história, dos limites e das possibilidades de cada residente. Um trabalho que exige paciência, criatividade e uma escuta que vai além das palavras.

Avaliar para cuidar melhor: o olhar clínico que personaliza o tratamento

Antes de qualquer exercício, há uma pergunta: como está essa pessoa hoje? Na ABAS, a resposta vem de avaliações funcionais realizadas a cada três meses. Marcha, força muscular, equilíbrio, risco de quedas — tudo é medido com instrumentos de avaliação padrão e com o dinamômetro, registrado e comparado com a avaliação anterior.

Essa prática, recomendada pela revista Fisioterapia em Movimento (2022), é o que permite ajustar os planos terapêuticos de forma individualizada. Se alguém melhorou a força das pernas, aumenta-se o desafio. Se houve piora no equilíbrio, reforça-se o treino de estabilidade. O cuidado acompanha a pessoa — não o contrário.

Há ainda um programa específico de prevenção de quedas, com treinamentos a cada seis meses para quem tem mais mobilidade. Não é detalhe: segundo Nascimento et al. (2024), pessoas que vivem em ILPI apresentam comprometimento de equilíbrio e risco de quedas significativamente maior do que idosos que se mantêm ativos fora dessas instituições. Prevenir uma queda pode significar evitar uma fratura, uma internação, uma perda irreversível de autonomia.

O grupo como ferramenta: quando o cuidado vira encontro

Na ABAS, parte das atividades fisioterapêuticas acontece em grupo — e isso não é por acaso. Fazer os exercícios junto com outras pessoas que vivem na mesma casa tem um efeito que vai além do físico. Cria vínculos. Gera pertencimento. Transforma uma sessão de reabilitação em um momento de presença e de vida compartilhada.

Mas os grupos não substituem a individualidade. Cada residente tem suas metas, seus limites, seus gostos. E a equipe da ABAS se esforça para colocar cada pessoa como sujeito ativo do próprio tratamento — perguntando o que gosta, o que prefere, o que faz sentido para ela. Porque cuidar de alguém sem ouvi-lo não é cuidar: é fazer por.

Resultados reais: autonomia, alegria e menos internações

Quando a equipe da ABAS descreve os resultados do trabalho fisioterapêutico, a palavra que aparece primeiro não é técnica. É humana: autonomia. Ver alguém que chegou dependendo de ajuda para sentar conseguir, meses depois, levantar sozinho da cadeira. Ver os olhos acesos de quem é chamado para a sessão.

Os ganhos objetivos aparecem logo depois: melhora no equilíbrio e na mobilidade, redução de quedas, menos internações hospitalares. Números que a ciência confirma e que a prática vivida todos os dias na ABAS torna concretos.

Mas há algo que nenhuma escala consegue medir: o impacto emocional do movimento. Muitos residentes chegam às sessões com um brilho no olhar que não aparece em outros momentos do dia. Como se o próprio ato de mover o corpo fosse uma declaração: eu ainda estou aqui.

Os desafios que não podem ser ignorados

Seria desonesto encerrar esse texto sem falar das pedras no caminho. Elas existem — e são pesadas.

O primeiro desafio vem das próprias pessoas que seriam beneficiadas pelo tratamento. PePSIC (2023) documenta que fatores cognitivos, culturais e emocionais estão entre os maiores obstáculos para a adesão ao tratamento em ILPI. Na ABAS, isso se traduz em residentes que resistem — às vezes por não enxergar necessidade, às vezes por costume de uma vida inteira sem se exercitar, às vezes pela doença que impede a compreensão do que está sendo proposto.

O segundo desafio é estrutural. A ABAS é uma instituição filantrópica, e isso significa limitação de recursos — materiais, humanos, financeiros. Fazer fisioterapia de qualidade sem equipamentos suficientes, com uma equipe pequena para um número significativo de residentes, exige criatividade e comprometimento que muitas vezes vão além do que qualquer protocolo prevê.

E, no entanto, o trabalho acontece. A ABAS é prova de que os recursos materiais importam, mas não são o único determinante da qualidade do cuidado. O que não pode faltar é presença, intenção e respeito por cada pessoa que vive ali.

Mover-se é permanecer — e cuidar é garantir esse direito

O que a experiência da ABAS nos ensina é simples e profundo ao mesmo tempo: a fisioterapia em ILPI não é um serviço complementar. É um direito de quem vive ali — e uma das formas mais concretas de dizer que aquela pessoa importa, que sua funcionalidade importa, que sua autonomia importa.

Quando um fisioterapeuta entra numa ILPI, não entra apenas com protocolos e escalas de avaliação. Entra com a convicção de que movimento é vida. De que alguém que consegue se levantar sozinho tem mais dignidade do que alguém que não consegue. De que cada ganho funcional, por menor que pareça, representa uma conquista enorme para quem a vive.

“Quando cuidamos do corpo de alguém com atenção e respeito, estamos dizendo: você ainda tem muito a vivenciar. E estamos aqui para isso.”

A ABAS não é um exemplo perfeito — ela mesma reconhece suas limitações. Mas é um exemplo real. E exemplos reais são o que mais precisamos quando queremos transformar a cultura do cuidado nas ILPI brasileiras.

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Numa instituição de longa permanência em Goiás, três fisioterapeutas trabalham há mais de duas décadas para que as pessoas que vivem ali continuem se movendo — e, com isso, continuem sendo quem são.

Por: Thaíssa Alves de Lima Moura, Ronaldo Peres de Souza, Thayne Kenychala, Renata Aquino de Azevedo, Adriana Vieira Macêdo Brugnoli, Rafael Braga Pereira Braz, Vinícius da Fontoura Sperandei, Ferdinando Agostinho e Leonardo Squinello Nogueira Veneziano

“Autonomia não é apenas conseguir levantar da cadeira. É poder decidir se quer levantar — e ter forças para isso.”

Dona Aparecida* tem 81 anos, mora na ABAS há quatro anos e, toda terça-feira de manhã, espera pela sessão de fisioterapia com mais entusiasmo do que qualquer outra atividade da semana. Não porque seja fácil — alguns exercícios doem, outros cansam. Mas porque, naquele momento, alguém está ali exclusivamente para ela: olhando para o jeito como ela caminha, para a firmeza das suas pernas, para o equilíbrio que, sem treino, vai escorregando silenciosamente com os anos.

Histórias como a de Dona Aparecida se repetem nas Instituições de Longa Permanência para Idosos de todo o Brasil. E é para entender melhor o que se passa dentro de uma delas que este artigo foi escrito. Com base em uma entrevista com a equipe da Associação Beneficente Auta de Souza (ABAS), em Rio Verde (GO), e em evidências da literatura científica, vamos mostrar o que a fisioterapia representa no cotidiano das pessoas que vivem em ILPI — e por que ela é muito mais do que reabilitação.

* Perfil fictício criado para ilustrar situações reais vividas na ABAS.

Envelhecer na ILPI: o corpo que precisa de atenção constante

Quando uma pessoa passa a viver em uma ILPI, seu corpo enfrenta um risco que nem sempre é visível: o de parar. A rotina institucional, a redução de espaço para circular, a menor exigência de atividades cotidianas — tudo isso pode acelerar o que a ciência chama de declínio funcional. Não por descuido de ninguém, mas pela própria natureza do ambiente.

A Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2023) documenta que pessoas que vivem em ILPI apresentam maior risco de perda de autonomia nas atividades do dia a dia exatamente por esse motivo. E no centro desse processo está a sarcopenia — a perda progressiva de massa e força muscular — que, segundo a mesma publicação (2022), é o fator central no declínio funcional de quem vive nessas instituições.

A boa notícia é que esse processo pode ser retardado — e, em muitos casos, parcialmente revertido. É aqui que entra o fisioterapeuta.

A ABAS: 22 anos de fisioterapia com propósito

A Associação Beneficente Auta de Souza existe para acolher pessoas em situação de vulnerabilidade social que não têm condições de permanecer com suas famílias ou em seus próprios domicílios. São 69 residentes — alguns independentes, outros com alto grau de dependência — que encontraram na ABAS não apenas abrigo, mas uma casa.

Nessa casa, a fisioterapia está presente há 22 anos. São três profissionais que, juntos, dedicam 30 horas semanais ao cuidado físico de cada pessoa que vive ali. Atendimentos individuais e grupais, exercícios terapêuticos aeróbicos e anaeróbicos alinhados ao quadro de cada residente, reavaliações periódicas. Um trabalho silencioso, mas fundamental.

O perfil de quem reside na ABAS é diverso: há pessoas com condições ortopédicas, neurológicas, cognitivas. Mas um perfil aparece com frequência cada vez maior: pessoas que vivem com demência. E para elas, o cuidado fisioterapêutico exige atenção redobrada — e uma abordagem específica.

Quando a cognição muda, o cuidado precisa se adaptar

Cuidar de uma pessoa com demência por meio da fisioterapia não é o mesmo que cuidar de alguém com uma fratura no quadril. A doença não afeta só a memória — afeta a capacidade de seguir instruções, de entender o que está sendo pedido, de cooperar com o tratamento.

Freitas e Py (2022), no Tratado de Geriatria e Gerontologia, recomendam que, nesses casos, o foco seja a manutenção da capacidade residual — aquilo que a pessoa ainda consegue fazer — por meio de intervenções não farmacológicas: estímulos funcionais, mobilidade assistida, atividades que façam sentido para aquela pessoa específica.

“Não se trata de devolver o que foi perdido. Trata-se de valorizar e preservar o que ainda existe.”

Na ABAS, essa filosofia orienta o dia a dia. Os exercícios não são genéricos: são construídos a partir da história, dos limites e das possibilidades de cada residente. Um trabalho que exige paciência, criatividade e uma escuta que vai além das palavras.

Avaliar para cuidar melhor: o olhar clínico que personaliza o tratamento

Antes de qualquer exercício, há uma pergunta: como está essa pessoa hoje? Na ABAS, a resposta vem de avaliações funcionais realizadas a cada três meses. Marcha, força muscular, equilíbrio, risco de quedas — tudo é medido com instrumentos de avaliação padrão e com o dinamômetro, registrado e comparado com a avaliação anterior.

Essa prática, recomendada pela revista Fisioterapia em Movimento (2022), é o que permite ajustar os planos terapêuticos de forma individualizada. Se alguém melhorou a força das pernas, aumenta-se o desafio. Se houve piora no equilíbrio, reforça-se o treino de estabilidade. O cuidado acompanha a pessoa — não o contrário.

Há ainda um programa específico de prevenção de quedas, com treinamentos a cada seis meses para quem tem mais mobilidade. Não é detalhe: segundo Nascimento et al. (2024), pessoas que vivem em ILPI apresentam comprometimento de equilíbrio e risco de quedas significativamente maior do que idosos que se mantêm ativos fora dessas instituições. Prevenir uma queda pode significar evitar uma fratura, uma internação, uma perda irreversível de autonomia.

O grupo como ferramenta: quando o cuidado vira encontro

Na ABAS, parte das atividades fisioterapêuticas acontece em grupo — e isso não é por acaso. Fazer os exercícios junto com outras pessoas que vivem na mesma casa tem um efeito que vai além do físico. Cria vínculos. Gera pertencimento. Transforma uma sessão de reabilitação em um momento de presença e de vida compartilhada.

Mas os grupos não substituem a individualidade. Cada residente tem suas metas, seus limites, seus gostos. E a equipe da ABAS se esforça para colocar cada pessoa como sujeito ativo do próprio tratamento — perguntando o que gosta, o que prefere, o que faz sentido para ela. Porque cuidar de alguém sem ouvi-lo não é cuidar: é fazer por.

Resultados reais: autonomia, alegria e menos internações

Quando a equipe da ABAS descreve os resultados do trabalho fisioterapêutico, a palavra que aparece primeiro não é técnica. É humana: autonomia. Ver alguém que chegou dependendo de ajuda para sentar conseguir, meses depois, levantar sozinho da cadeira. Ver os olhos acesos de quem é chamado para a sessão.

Os ganhos objetivos aparecem logo depois: melhora no equilíbrio e na mobilidade, redução de quedas, menos internações hospitalares. Números que a ciência confirma e que a prática vivida todos os dias na ABAS torna concretos.

Mas há algo que nenhuma escala consegue medir: o impacto emocional do movimento. Muitos residentes chegam às sessões com um brilho no olhar que não aparece em outros momentos do dia. Como se o próprio ato de mover o corpo fosse uma declaração: eu ainda estou aqui.

Os desafios que não podem ser ignorados

Seria desonesto encerrar esse texto sem falar das pedras no caminho. Elas existem — e são pesadas.

O primeiro desafio vem das próprias pessoas que seriam beneficiadas pelo tratamento. PePSIC (2023) documenta que fatores cognitivos, culturais e emocionais estão entre os maiores obstáculos para a adesão ao tratamento em ILPI. Na ABAS, isso se traduz em residentes que resistem — às vezes por não enxergar necessidade, às vezes por costume de uma vida inteira sem se exercitar, às vezes pela doença que impede a compreensão do que está sendo proposto.

O segundo desafio é estrutural. A ABAS é uma instituição filantrópica, e isso significa limitação de recursos — materiais, humanos, financeiros. Fazer fisioterapia de qualidade sem equipamentos suficientes, com uma equipe pequena para um número significativo de residentes, exige criatividade e comprometimento que muitas vezes vão além do que qualquer protocolo prevê.

E, no entanto, o trabalho acontece. A ABAS é prova de que os recursos materiais importam, mas não são o único determinante da qualidade do cuidado. O que não pode faltar é presença, intenção e respeito por cada pessoa que vive ali.

Mover-se é permanecer — e cuidar é garantir esse direito

O que a experiência da ABAS nos ensina é simples e profundo ao mesmo tempo: a fisioterapia em ILPI não é um serviço complementar. É um direito de quem vive ali — e uma das formas mais concretas de dizer que aquela pessoa importa, que sua funcionalidade importa, que sua autonomia importa.

Quando um fisioterapeuta entra numa ILPI, não entra apenas com protocolos e escalas de avaliação. Entra com a convicção de que movimento é vida. De que alguém que consegue se levantar sozinho tem mais dignidade do que alguém que não consegue. De que cada ganho funcional, por menor que pareça, representa uma conquista enorme para quem a vive.

“Quando cuidamos do corpo de alguém com atenção e respeito, estamos dizendo: você ainda tem muito a vivenciar. E estamos aqui para isso.”

A ABAS não é um exemplo perfeito — ela mesma reconhece suas limitações. Mas é um exemplo real. E exemplos reais são o que mais precisamos quando queremos transformar a cultura do cuidado nas ILPI brasileiras.

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